O taxista já havia sido detido pelo menos duas vezes pela Polícia Civil. A primeira delas ocorreu em 2010 e a segunda no fim de abril deste ano, quando ele ofereceu carona e teria tentado render, com uma faca de cozinha, uma mulher que havia saído de uma festa. Desta vez, com prisão preventiva decretada pela Justiça, o homem voltou, nessa sexta, para o Presídio Central, onde permaneceu só um dia detido no mês passado.
De acordo com a delegada Marina Goltz, que coordenou a Operação Taxi Driver, a primeira denúncia foi registrada quase um ano atrás e outras duas, em fevereiro e abril deste ano. As investigações prosseguem na semana que vem com a realização de reconhecimento pessoal e a possível identificação de outras vítimas.
Licença para trabalhar apesar da liberdade provisória
O motorista cumpre liberdade provisória enquanto espera o julgamento de um recurso a uma sentença que o condenou a 14 anos de reclusão. No fim de abril, a reportagem da Guaíba apurou que, mesmo nessa situação, o taxista conseguiu obter licença para trabalhar junto à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).
Conforme a EPTC, a licença de permissionários e auxiliares é obtida com a apresentação de folha corrida onde não haja condenação, o que não impede que pessoas aguardando julgamento, como é o caso do motorista, trabalhem como taxistas na cidade.
Em 2010, o taxista permaneceu detido temporariamente no Presídio Central, de 27 de setembro a 23 de dezembro, depois de ter sido preso por tentativa de abuso sexual.