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Polícia Civil gaúcha desarticula grupo especializado em furtos de alto padrão e apreende bens de luxo em São Paulo

Investigação teve origem em um furto qualificado no dia 7 de março, em um apartamento localizado no bairro Rio Branco, em Porto Alegre

Operação Troia apreendeu diversos bens de elevado valor, entre eles bolsas de grife, e um revólver, subtraído durante a ação criminosa
Operação Troia apreendeu diversos bens de elevado valor, entre eles bolsas de grife, e um revólver, subtraído durante a ação criminosa Foto : Polícia Civil / CP

A Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira, por intermédio da 3ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, sob coordenação do delegado de polícia Gustavo Silveira Pereira, e com apoio da 4ª Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (DISCCPAT) do DEIC/SP, deflagrou a Operação Troia. O objetivo da ação é desarticular uma organização criminosa especializada em furtos qualificados em apartamentos de alto padrão.

Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão na cidade de São Paulo, visando à responsabilização dos investigados por crime patrimonial ocorrido em Porto Alegre. Dois indivíduos foram presos preventivamente.

Durante a operação, foram apreendidos diversos bens de elevado valor, entre eles bolsas de grife, joias, relógios de luxo, dinheiro em espécie, além de uma arma de fogo pertencente a uma das vítimas, subtraída durante a ação criminosa. Também foi localizado e apreendido um veículo Mitsubishi ASX clonado, utilizado pelo grupo e com indícios de emprego em outros delitos patrimoniais.

A investigação teve origem em um furto qualificado ocorrido no dia 7 de março de 2026, em um apartamento localizado no bairro Rio Branco, em Porto Alegre. Na ocasião, os criminosos subtraíram valores em moeda nacional e estrangeira, joias e bolsas de grife, causando expressivo prejuízo à vítima.

As apurações revelaram que o crime foi praticado mediante fraude sofisticada, com exploração indevida do sistema de segurança do condomínio. Uma das investigadas realizou contato prévio com a vítima para confirmar sua ausência e, posteriormente, ingressou no edifício utilizando cadastro facial fraudulento, vinculado indevidamente a um terceiro morador, obtido após manipulação junto à empresa responsável pelo sistema de controle de acesso.

A Polícia Civil destaca a elevada sofisticação do modus operandi empregado pela organização criminosa, especialmente quanto ao uso indevido de sistemas digitais de controle de acesso, e reforça a importância da adoção de protocolos rigorosos de segurança por condomínios residenciais e empresas do setor.

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos, recuperar integralmente o patrimônio subtraído e apurar possíveis conexões com organizações criminosas atuantes em outros estados da federação.

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