A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu nessa terça-feira as investigações sobre as agressões e morte do cão Orelha. O cachorro acabou morrendo após não resistir aos ferimentos sofridos na Praia Brava. Segundo informações do site ND Mais, o relatório pediu a internação do adolescente que seria o responsável pela violência.
No último dia 29 de janeiro, os jovens, que voltaram de uma viagem a Orlando, nos Estados Unidos, tiveram roupas, celulares e eletrônicos apreendidos. A operação contou com o auxílio da Polícia Federal. Um dos adolescentes apontado como autor das agressões eram um deles.
Além disso, o documento ainda incluiu a apuração da tentativa de afogamento contra o cão Caramelo. Neste caso, a Polícia Civil fez uma representação contra quatro investigados.
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O outro lado
A reportagem do ND Mais entrou em contato com a defesa dos adolescentes investigados pela morte do cão Orelha. Por meio de nota, os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte afirmaram que as informações divulgadas pela Polícia Civil estão baseadas em “elementos meramente circunstanciais, que não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas”.
A defesa considerou as apurações “frágeis e inconsistentes”, que “prejudicam a verdade, infringem de forma gravíssima os ritos legais e atingem violentamente e de forma irreparável pessoas inocentes”.