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Polícia gaúcha faz operação contra abuso online de crianças em SP

Operação Cyber Aegis mira crimes cometidos por adolescente no aplicativo Roblox

Adolescente é investigado por crimes na plataforma Roblox
Adolescente é investigado por crimes na plataforma Roblox Foto : PC / CP

A Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Cibernéticos deflagrou nesta sexta-feira a Operação Cyber Aegis, contra um adolescente investigado por crimes virtuais no Rio Grande do Sul. A ação ocorreu em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, onde mora o jovem de 16 anos. Ele teria utilizado uma plataforma de jogos online para cometer abusos contra uma criança em solo gaúcho.

A vítima tem 12 anos. De acordo com a Polícia Civil, a criança foi alvo de perseguição digital (Stalking), ameaças, violência psicológica e exploração sexual, tudo isso após fazer contato virtual com o suspeito por meio do aplicativo Roblox.

O Roblox é uma plataforma online de jogos e criação de mundos virtuais em 3D. A tecnologia é bastante popular entre crianças e adolescentes. Ali, os usuários interagem em tempo real, além de desenvolver seus próprios jogos e adquirir itens por meio da moeda virtual chamada “Robux”.

A Polícia Civil alerta que, apesar do caráter educativo e recreativo, esse ambiente aberto pode ser explorado por criminosos para se aproximar de crianças e praticar delitos como aliciamento e solicitação de dados pessoais ou de conteúdos íntimos.

De acordo com o delegado Marcos Vinícius Nespolo de David, que comandou a investigação, o suspeito utilizava múltiplos perfis em diferentes plataformas digitais (Roblox, TikTok, Instagram e WhatsApp) para manter contato com a vítima, submetendo-a a manipulações psicológicas, exigência de envio de imagens íntimas e automutilação.

“Após conquistar a confiança da vítima em um suposto relacionamento digital, o agressor passou a exigir fotos íntimas em que aparecia o rosto da criança. Diante das ameaças, a vítima acabou cedendo e, a partir daí, passou a sofrer novas imposições, como tarefas vexatórias, entrega de senhas de redes sociais e práticas de automutilação, em clara demonstração de dominação”, descreveu o delegado.

Ao perceber a gravidade da situação, a criança relatou os fatos à mãe, que buscou a Polícia Civil e fez o registro da ocorrência. Mesmo após a denúncia, o investigado ainda tentou restabelecer contato com a vítima, criando perfis falsos no Instagram e abordando familiares dela por meio das redes sociais.

“Nossa operação reafirma o compromisso da Polícia Civil com a proteção da infância e juventude no ambiente digital. A ação interrompeu a atividade de um predador virtual e serve como alerta para que pais, responsáveis e a sociedade em geral estejam atentos e denunciem qualquer suspeita. A denúncia é fundamental para salvar vítimas e impedir a continuidade desses crimes”, enfatizou o delegado Marcos Vinícius.

O adolescente teve seus computadores e celulares apreendidos. Ele não foi apreendido, mas cumprirá medidas cautelares diversas, incluindo a proibição de contato com a vítima e familiares dela, bem como a remoção de contas em redes sociais.

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