Uma mulher suspeita de envolvimento na morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes foi presa temporariamente na madrugada desta quinta-feira (18). A prisão, decretada pela Justiça, aconteceu após a suspeita prestar depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na noite anterior. Ela é suspeita de ter transportado um fuzil usado na execução do ex-delegado.
Fontes foi assassinado em uma emboscada na Praia Grande, no litoral paulista, ao sair da prefeitura, onde atuava como secretário de Administração.
Linhas de investigação e outros suspeitos
A força-tarefa responsável pelo caso investiga a possível ligação do crime com um líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), que deixou um presídio federal há um mês. Embora não descarte nenhuma hipótese, a investigação trabalha com duas suspeitas principais: uma retaliação do PCC ou uma vingança por conta da atuação de Fontes na prefeitura.
Familiares de outros dois suspeitos de participação na emboscada foram ouvidos e liberados pela polícia na quarta-feira. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, as buscas pelos suspeitos continuam, e os objetos apreendidos em oito mandados de busca e apreensão na Capital e na Grande São Paulo estão sob análise pericial.