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Polícia tenta extrair dados de aparelhos da esposa, mãe e irmão de PM suspeito do desaparecimento de família em Cachoeirinha

Não houve buscas nesta segunda-feira, dizem bombeiros, apenas reconhecimento de área

Notebook foi apreendido na casa de Milena Ruppenthal, em Cachoeirinha
Notebook foi apreendido na casa de Milena Ruppenthal, em Cachoeirinha Foto : Marcel Horowitz / Especial / CP

A Polícia Civil tenta extrair dados dos aparelhos de Milena Ruppenthal Domingues e Wagner Domingues Francisco, companheira e irmão do policial militar Cristiano Domingues Francisco, suspeito do sumiço da ex-esposa Silvana Germann de Aguiar e dos pais dela, Isail e Dalmira Aguiar, desaparecidos no final de janeiro, em Cachoeirinha. As apreensões ocorreram na última sexta-feira, incluindo um computador da mãe do PM. Nenhum dos alvos quis fornecer as senhas dos dispositivos.

Foram apreendidos um notebook e um celular de Milena Ruppenthal. O telefone era recém-comprado, pois outro aparelho dela já havia sido recolhido.

As apreensões na casa de Wagner Domingues somaram dois smartwatches, um notebook e celular. Também foram apreendidas peças de roupa dele.

Outro notebook foi recolhido no imóvel da mãe do PM. A idosa de 62 anos está com a guarda provisória do neto. O menino de nove anos é fruto do relacionamento entre Cristiano e Silvana.

Na semana passada, buscas contra a mãe e o irmão de Cristiano tiveram apoio do canil dos bombeiros. Ainda na data, os cães farejadores também estiveram na área rural de Gravataí, em um sítio da família do PM.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, os cachorros não localizaram elementos naquela ocasião, apesar da capacidade de sentir odores no raio de 500 metros. Na avaliação dos profissionais, a investigação está sem ponto certo, então as diligências acabaram servindo apenas ao descarte de áreas.

De acordo com a Record Guaíba, a Polícia Civil teria dito que os animais foram utilizados em novas buscas nesta segunda-feira, em Cachoeirinha e Gravataí. Os bombeiros, entretanto, não confirmam essa informação, explicando que foi feito apenas o reconhecimento de áreas, sem qualquer tipo de busca.

Cristiano Domingues Francisco está preso temporariamente no Batalhão de Policia de Guarda da Brigada Militar, em Porto Alegre, desde 10 de fevereiro. Ele nega qualquer envolvimento no sumiço da Família Aguiar.

O que diz Suelén Lautenschleger, advogada de Milena Ruppenthal Domingues

A defesa de Milena Ruppenthal Domingues não quis fazer manifestações. O espaço permanece aberto. Vale destacar que, anteriormente, a advogada Suelén Lautenschleger enfatizou que sua cliente jamais cometeu crimes e que coopera na elucidação dos fatos.

O que diz Jeverson Barcellos, advogado de Cristiano Domingues Francisco

A defesa de Cristiano diante da prorrogação da prisão temporária por mais 30 dias, vai acompanhar o andamento das investigações, estando por seus familiares à disposição de manter a efetiva colaboração com as autoridades.

Por fim, irá se debruçar sobre a decisão e seus fundamentos, para analisar eventual combate por via de habeas corpus.

Relembre o sumiço da família Aguiar

Silvana desapareceu no dia 24 de janeiro. Na data, câmeras de segurança registraram duas entradas de um Volkswagen Fox vermelho no imóvel dela. Os registros mostram a chegada desse carro no portão, pelas 20h35min, com saída ocorrendo depois de aproximadamente oito minutos.

É possível ver na filmagem que, por volta das 21h28min, o carro branco de Silvana chega na casa, não saindo mais da garagem. Após, próximo às 23h30min, o tal Fox volta para a residência, onde fica por pouco mais de dez minutos, antes de deixar o local novamente. A 2ª DP de Cachoeirinha, à frente dos trabalhos, apura a identificação da placa desse automóvel, suspeitando de possível clonagem.

Na mesma data, um texto em nome de Silvana foi publicado nas redes sociais, relatando suposto acidente de trânsito que ela teria sofrido enquanto voltava de Gramado, na Serra gaúcha. A investigação aponta que tal colisão jamais aconteceu.

Isail e Dalmira desapareceram em 25 de janeiro, um dia depois da filha. Eles teriam sido alertados por vizinhos sobre a postagem do acidente. Ao tentarem registrar boletim de ocorrência, encontraram a DP fechada, decidindo então pedir ajuda ao ex-genro, por ele ser PM. Horas depois, foram vistos pela última vez, entrando em um veículo desconhecido.

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