Polícia

Policiais civis elaboram carta de intenções para governadores e secretários de segurança

Documento traz temas polêmicos como a valorização do inquérito policial como instrumento de investigação

Os delegados das polícias civis gaúcha, catarinense e paranaense e da Polícia Federal, que participaram do II Fórum de Investigação Criminal e o Estado Democrático de Direito durante o final de semana em Canela, elaboraram uma carta de intenções. O documento, denominado de Carta de Canela, será entregue aos governadores e secretários de Segurança dos três estados da região Sul. Eles deliberaram pela organização de um movimento único de pressão. Entre os temas mais polêmicos estão o reconhecimento do delegado de Polícia como titular exclusivo da investigação criminal. Outra meta é assegurar a valorização do inquérito policial como instrumento de investigação criminal e de preservação de direitos e garantias.

Por intermédio da Carta de Canela, os delegados exigem que a investigação criminal seja realizada em busca da verdade e que o cidadão tenha garantias de que será investigado por órgãos legitimados e não pelos que o acusarão ou julgarão. Ainda reivindicam a inclusão, em caráter nacional, da carreira de delegado de Polícia como “carreira jurídica de Estado”. Os delegados prometem lutar contra a interferência política na esfera da segurança pública, em especial na investigação criminal.

Outro objetivo é padronizar procedimentos, equipamentos de investigação e planejamento estratégico das instituições policiais responsáveis pela investigação criminal, enfatizando a aprovação de uma lei orgânica nacional. Os delegados desejam obter maior compartilhamento de informações, através de ações integradas e de inteligência policial. O presidente da Associação dos Delegados de Polícia do RS (Acadepol/RS), Wilson Muller, o conselheiro da Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina (Adepol/SC). André Luis Mendes da Silveira, o representante da Adepol do Paraná, Kiyoshy Hattandane, e o representante da Associação dos Delegados de Polícia Federal, Nicio Brasil Lacorte, assinaram a Carta de Canela.


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