Por intermédio da Carta de Canela, os delegados exigem que a investigação criminal seja realizada em busca da verdade e que o cidadão tenha garantias de que será investigado por órgãos legitimados e não pelos que o acusarão ou julgarão. Ainda reivindicam a inclusão, em caráter nacional, da carreira de delegado de Polícia como “carreira jurídica de Estado”. Os delegados prometem lutar contra a interferência política na esfera da segurança pública, em especial na investigação criminal.
Outro objetivo é padronizar procedimentos, equipamentos de investigação e planejamento estratégico das instituições policiais responsáveis pela investigação criminal, enfatizando a aprovação de uma lei orgânica nacional. Os delegados desejam obter maior compartilhamento de informações, através de ações integradas e de inteligência policial. O presidente da Associação dos Delegados de Polícia do RS (Acadepol/RS), Wilson Muller, o conselheiro da Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina (Adepol/SC). André Luis Mendes da Silveira, o representante da Adepol do Paraná, Kiyoshy Hattandane, e o representante da Associação dos Delegados de Polícia Federal, Nicio Brasil Lacorte, assinaram a Carta de Canela.