Dezenas de carros da Polícia Civil do Estado fizeram um “sirenaço” pelas ruas de Porto Alegre, nesta sexta-feira à tarde. A manifestação culminou com protesto em frente ao Palácio Piratini e ocorreu devido ao assassinato de um policial civil na tarde de quinta-feira, no município de Alvorada. Em nota à imprensa assinada pelo Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do RS (Ugeirm), a entidade afirma que “a política assassina do governo Sartori acaba de fazer mais uma vítima” e que “não vamos nos calar”.
No protesto em frente ao Piratini, o presidente da Ugeirm, Isaac Ortiz, disse que os policiais civis querem retornar para casa e não para o Instituto Médico Legal (IML). Ele deixou um recado ao governador: “Voltaremos dia 18 de agosto, com muito mais policiais pra exigir mais segurança pra população e pra categoria. Se não nos receber, vamos entrar (no Palácio Piratini) para conversar. Estamos indignados com esta situação!”
Durante a tarde desta sexta-feira e antes do funeral, todas as delegacias de Polícia do Estado paralisaram as atividades por uma hora. Além disso, também, houve uma manifestação em frente ao Palácio da Polícia na Capital, como forma de protestar pela morte do policial civil da Delegacia de Pronto Atendimento de Alvorada (DPPA), Valdecir Machado, assassinado enquanto dava ordem de prisão a um detento que conseguiu fugir daquela DPPA, no bairro Intersul. De acordo com o Ugeirm, por falta de efetivo na DDPA, Waldecir exercia o trabalho sozinho.
Policiais civis protestam em frente ao Piratini após morte de colega
“Sirenaço” ocorreu em diversas ruas de Porto Alegre antes de chegar à sede do Executivo