A medida da Secretaria se antecipou à solicitação que o Ministério Público Estadual faria à Justiça. O MPE estudava a proposta, em reunião envolvendo o subprocurador geral de Justiça para Assuntos Administrativos, Marcelo Dornelles, junto com outros dois promotores. Ele concederá uma entrevista coletiva mais tarde para explicar o caso.
De acordo com Dornelles, o sargento Ariel Silva – morto na madrugada de ontem por policiais paranaenses que participariam do resgate em Gravataí – foi socorrido pela Brigada Militar e não pelos agentes do Paraná. Alvejado com cinco tiros de fuzil, ele teria agonizado por 15 minutos. Silva chegou a ser encaminhado ao hospital com vida, mas não resistiu aos ferimentos.
Entenda o caso
O 1º sargento do serviço de inteligência da Brigada Militar Ariel da Silva foi atingido por cinco disparos de fuzil por volta da 1h30min dessa quarta-feira, em Gravataí. A versão apresentada pelos policiais paranaenses é de que o policial militar (PM) atirou contra eles em uma abordagem e ocorreu então o revide com tiroteio. O coronel Silanus Mello, responsável pelo Comando de Policiamento Metropolitano da Brigada Militar, não acredita na hipótese de o PM ter decidido abordar, de moto, um carro com três ocupantes. Ariel da Silva estava à paisana, de folga e voltava da casa do pai. "O sargento estava caído, ainda com vida, ao lado da moto e da sua pistola. Estava distante cerca de sete metros atrás do Logan", disse. A vítima atuava há 21 anos na Brigada Militar. Natural de Porto Alegre, o sargento deixa mulher e uma filha de 16 anos.
À tarde, o empresário Lírio Perscht, 50 anos, morreu em ação conjunta da Polícia Civil do Paraná e polícias Civil e Militar do Estado. Agentes invadiram o cativeiro onde eram mantidos reféns Perscht e outro empresário – um sobrado amarelo na rua Doutor Luiz Bastos do Prado, atrás da Câmara de Vereadores de Gravataí. As circunstâncias da morte de Perscht não estão claras. A vítima foi baleada durante um tiroteio entre policiais e sequestradores no local.
Ao fim da ação de resgate, três pessoas foram presas – todas com antecedentes por extorsão mediante sequestro. Os policiais envolvidos na morte do sargento da BM foram detidos, em Curitiba, após a Justiça decretar pedido de prisão temporária.