Polícia

Policiais pedem que AL interceda em negociação com o governo

Paralisação chega ao segundo dia e sindicato afirma que pode haver greve dos servidores

Representantes do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Polícia Civil (Ugeirm) foram à Assembleia Legislativa, na tarde desta quinta-feira, tentar convencer os líderes de partidos a interceder no impasse sobre o reajuste da categoria. Eles se encontraram com o presidente da Casa, deputado Adão Villaverde, e pretendiam conversar ainda com a líder do governo, deputada Miriam Marroni.

O presidente da entidade, Isaac Ortiz, saiu otimista do encontro. “Em outros momentos de crise o deputado (Adão Villaverde) já conseguiu interferir com o seu poder político e foi resolvido. Vamos procurar outros líderes para tentar dissuadir o governo”, afirmou. “Eles não podem encerrar as negociações bruscamente”, ponderou.

Hoje a paralisação chegou ao segundo ao último dia. Segundo o sindicato, mais de 5 mil servidores aderiram ao protesto. “Estamos tentando evitar (a greve). Mas nunca houve uma mobilização tão grande na Polícia Civil. E isso pode sim acabar em greve”, disse.

Impasse

Na sexta-feira passada, o Palácio Piratini manteve a proposta de reajuste de R$ 91 no vencimento básico dos inspetores e escrivães de 1ª a 4ª classe. O sindicato sugeriu elevar para R$ 120 a proposta de incremento, mas não houve acordo.

Atualmente, o salário básico inicial de um agente é R$ 666,53, acrescido de gratificação mensal por risco de morte de 222%. Ortiz afirmou que, se os salários não forem revisados, a Polícia Civil certamente perderá efetivo para outras carreiras do funcionalismo público – os guardas do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RS), por exemplo, têm vencimento básico bruto inicial de R$ 2.617,31 acrescido de adicional por risco de morte de R$ 916,05, totalizando R$ 3.533,36.

Bookmark and Share