Cerca de 100 policiais estão reunidos no vão móvel da ponte do Guaíba. Conforme a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), há lentidão na alça de acesso para a ponte, no sentido Capital-Interior, devido à manifestação.
Na BR 392, entre Rio Grande e Pelotas – no trecho entre os kms 58 e 59 –, cerca de 30 policiais rodoviários federais bloqueiam parcialmente a rodovia e o trânsito é lento no local também em função da abordagem dos servidores aos motoristas que passam pela estrada. Ainda estão previstos bloqueios na BR 285, entre São Borja e São Luiz Gonzaga, na BR-386, entre Canoas e Montenegro, e na BR-290, entre Porto Alegre e Uruguaiana.
Segundo o presidente do Sinprf/RS, Francisco Dalla Valle Von Kossel, o baixo número de investimentos e de efetivo na área da segurança das estradas é a principal reclamação da corporação. Com cerca de 9 mil policiais rodoviários no Brasil e cerca de 280 no RS, Kossel garante que o efetivo atual é menor do que há 16 anos.
“O número de veículos e a malha viária aumentaram consideravelmente, mas não foram feitos investimentos em contratação de mais policias e em infraestutura. Estamos prevendo um colapso da segurança do trânsito para grandes eventos como a Copa e as Olimpíadas”, explicou. Outra reinvidicação se refere ao desvio de funções dentro da corporação e às condições de trabalho. Segundo o presidente do Sindiprf, a PRF não tem um quadro próprio de servidores administrativos e alguns policias trabalham até na manutenção de viaturas.
Na próxima segunda-feira, uma assembleia geral deve definir o início da greve nacional. Se decretada, a paralisação será a primeira em 84 anos de corporação. Conforme Kossel, a aprovação deve acarretar na redução de 70% do efetivo da polícia rodoviária, que apenas dará prioridade aos casos emergenciais.
Os bloqueios foram organizados em diversos estados. No Rio de Janeiro, a manifestação bloqueou parte da ponte Rio-Niterói por volta da 13h40min. Já em São Paulo, desde o início da manhã policiais fecharam três das quatro faixas da Rodovia Presidente Dutra, causando congestionamento de mais de 10 quilômetros.