Polícia

Policiais rodoviários federais do RS aderem ao estado de greve

Movimento nacional quer a troca do diretor-geral e de membros da cúpula da instituição

Os agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Rio Grande do Sul decidiram, em assembléia-geral, na tarde desta quinta-feira, entrar em estado de greve. O encontro aprovou indicativo já tomado em Brasília, em 15 de dezembro, pela Federação Nacional de sindicatos da categoria e aderiu à mobilização, cujo objetivo é convencer o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a trocar o atual diretor-geral da instituição, o inspetor Hélio Cardoso Derenne, há oito anos no cargo.

Os policiais aprovaram, também, um calendário progressivo de mobilização como tentativa de sensibilizar o ministro da necessidade de troca e renovação da cúpula da PRF. A categoria ainda planeja ações em Brasília, paralisações pontuais e até greve, caso a maioria dos Estados concorde. O sindicato prevê que casos de urgência, como acidentes com vítimas ou assaltos,  continuarão a ser atendidos.

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do RS, Francisco Von Kossel, a renovação da direção-geral do DPRF é urgente, já que é alto o índice de rejeição aos oito anos de Derenne no cargo. "Derenne representa uma política ultrapassada e anacrônica, pois enquanto outras instituições públicas federais tiveram franco crescimento, o DPRF teve um desenvolvimento insatisfatório, deixando muito a desejar na qualidade do serviço prestado à sociedade". avaliou o dirigente.
 
A PRF do Estado não quis se manifestar sobre a decisão dos policiais. De acordo com o chefe de comunicação da PRF/RS, inspetor Jorge Nunes, o comando só vai tomar uma posição após ser notificado da greve.

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