De acordo com o juiz Márcio Alexandre Pacheco da Silva, da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, os policiais devem cumprir o mandado temporário de prisão por 30 dias, porém o prazo pode ser prorrogado caso as investigações apontem a necessidade de mais explicações.
Os policiais receberam o mandado de prisão também na tarde de quinta-feira e foram encaminhados para o Hospital da Polícia Militar, no Estácio, região central, para fazer os exames de corpo de delito. O advogado dos suspeitos, Edson Ferreira, informou que, na quinta-feira, os policiais se apresentaram para trabalhar no local, onde passaram a atuar após serem afastados das atividades policiais no 20º BPM (Mesquita).
Após a expedição do mandado, o advogado dos policiais militares informou que só deve se manifestar sobre se vai recorrer da prisão na sexta-feira. Na noite dessa quarta-feira, o juiz decretou a prisão temporária dos quatro policiais militares, alegando que “já existe prova da existência do crime e que há fortes indícios de autoria”. No despacho em que justifica a decisão, o magistrado considera que a prisão temporária dos policiais é importante, porque a liberdade dos PMs provoca temor em vítimas e testemunhas, “capazes de trazer elementos para a elucidação dos fatos”.
O juiz explicou que muitas pessoas deixam de prestar depoimento ou falam sobre o caso sem se identificar e lembra que vítimas e familiares de Juan foram incluídos em programa de proteção a testemunhas. Márcio Alexandre considera a prisão dos PMs essencial para o bom curso das investigações, que ainda não foram concluídas, e pondera: “se o próprio corpo como prova pôde ser manipulado, o que dirá de outras provas".
Por fim, o magistrado pediu que os policiais Isaías Souza do Carmo, Edilberto Barros do Nascimento, Ubirani Soares e Rubens da Silva permaneçam separados dos demais detentos enquanto estiverem presos.