Polícia

Policiais suspeitos pela morte de Juan passam a primeira noite na prisão

Militares devem permanecer detidos por pelo menos 30 dias

Os quatro policiais militares indiciados por suspeita de participação na morte do menino Juan de Moraes, de 11 anos, passaram a primeira noite na unidade prisional da Polícia Militar, em Benfica, zona Norte do Rio de Janeiro. Eles chegaram à unidade por volta das 22h dessa quinta-feira, segundo informações do portal R7.

De acordo com o juiz Márcio Alexandre Pacheco da Silva, da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, os policiais devem cumprir o mandado temporário de prisão por 30 dias, porém o prazo pode ser prorrogado caso as investigações apontem a necessidade de mais explicações.

Os policiais receberam o mandado de prisão também na tarde de quinta-feira e foram encaminhados para o Hospital da Polícia Militar, no Estácio, região central, para fazer os exames de corpo de delito. O advogado dos suspeitos, Edson Ferreira, informou que, na quinta-feira, os policiais se apresentaram para trabalhar no local, onde passaram a atuar após serem afastados das atividades policiais no 20º BPM (Mesquita).

Após a expedição do mandado, o advogado dos policiais militares informou que só deve se manifestar sobre se vai recorrer da prisão na sexta-feira. Na noite dessa quarta-feira, o juiz decretou a prisão temporária dos quatro policiais militares, alegando que “já existe prova da existência do crime e que há fortes indícios de autoria”. No despacho em que justifica a decisão, o magistrado considera que a prisão temporária dos policiais é importante, porque a liberdade dos PMs provoca temor em vítimas e testemunhas, “capazes de trazer elementos para a elucidação dos fatos”.

O juiz explicou que muitas pessoas deixam de prestar depoimento ou falam sobre o caso sem se identificar e lembra que vítimas e familiares de Juan foram incluídos em programa de proteção a testemunhas. Márcio Alexandre considera a prisão dos PMs essencial para o bom curso das investigações, que ainda não foram concluídas, e pondera: “se o próprio corpo como prova pôde ser manipulado, o que dirá de outras provas".

Por fim, o magistrado pediu que os policiais Isaías Souza do Carmo, Edilberto Barros do Nascimento, Ubirani Soares e Rubens da Silva permaneçam separados dos demais detentos enquanto estiverem presos.


Bookmark and Share