O inspetor está preso desde 15 de dezembro na Unidade de Custódia do Grupamento de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil (PC), em Porto Alegre. O denunciado trabalhava na 3ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento e não teve a identidade revelada. O homem dizia ser da Policial Federal (PF) e estar investigando uma quadrilha de traficantes. O empresário negou qualquer envolvimento com o crime.
De acordo com o promotor Amilcar Macedo, a vítima procurou o órgão entendendo estar sendo extorquida por uma dupla de policiais federais. O caso foi encaminhado à Superintendência da PF, que contatou o Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) da Brigada Militar. O setor de inteligência da corporação descobriu, pela placa do carro de um dos criminosos, que o homem pertencia à PC.
O empresário canoense contou ter procurado as autoridades depois que os falsos federais relataram saber da rotina dele, da esposa e dos filhos. O homem já havia entregue R$ 1 mil aos criminosos e prometido mais R$ 50 mil. Com o monitoramento da polícia, a ideia era prender a dupla no momento da entrega do valor, mas os criminosos podem ter desconfiado da trama, já que não pararam no local combinado. O outro falso agente federal - e que também pode ser policial - segue foragido.