Polícia

Policial militar que matou criminoso durante assalto estava em licença médica

Mesmo tendo a mão esquerda enfaixada devido a uma cirurgia, agente do POE conseguiu atingir dois assaltantes

O policial militar, que enfrentou três assaltantes, dentro de um ônibus da empresa Transcal, na noite de terça-feira, em Porto Alegre, está licenciado, devido a uma cirurgia que fez na mão, alguns dias antes da tentativa de assalto. Mesmo tendo a mão esquerda enfaixada e ainda sentindo alguma dor, o soldado, de 28 anos, integrante do Pelotão de Operações Especiais (POE), do 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM) não hesitou em enfrentar os assaltantes. Um dos suspeitos, um ex-presidiário de 28 anos, morreu no local. Um cúmplice, de 17 anos, foi ferido e está internado no Hospital Cristo Redentor e o terceiro integrante do grupo, fugiu. Na tarde desta quinta-feira, colegas de farda do soldado, que servem com ele na mesma unidade, comentaram o fato.

O soldado estava indo para casa, quando o coletivo da Transcal foi atacado na avenida Assis Brasil, próximo ao bairro IAPI, pelos três criminosos. Assim que percebeu a ação dos criminosos, o policial militar os enfrentou, ocorrendo luta entre eles. Momentos depois, o PM conseguiu sacar a sua arma e disparou cinco tiros, ficando com apenas uma bala no tambor.

Os tiros acertaram o ex-presidiário, que morreu no local. O menor foi atingido com um tiro na perna e dois no tórax. Ele foi conduzido ao Hospital Cristo Redentor, onde está internado sob custódia da Brigada Militar. Assim que tiver alta, o suspeito será conduzido ao Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca). O outro assaltante conseguiu fugir. Ninguém mais ficou ferido no coletivo.

Segundo colegas de farda do soldado, ele chegou a contar que quando começou a lutar com os criminosos, eles chegaram a bater em sua mão enfaixada, causando uma grande dor. Porém, o militar conseguiu resistir e ainda sacar a sua arma. O policial militar disparou cinco tiros, ficando apenas um no tambor do revólver. “Se o que fugiu, resolvesse enfrentar o soldado, ele (PM) não teria nem como recarregar a arma”, disse um colega do soldado. “Pois, com a mão enfaixada, não teria mobilidade suficiente para colocar a munição no tambor”.

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