Polícia

Policial militar vai a júri por morte de engenheiro há oito anos em Porto Alegre

Vítima foi baleada pelo fato de não ter atendido a um sinal de parar o veículo

Júri ocorre no plenário na 2ª Vara do Júri, no Foro Central de Porto Alegre
Júri ocorre no plenário na 2ª Vara do Júri, no Foro Central de Porto Alegre Foto : Guilherme Almeida

Um policial militar, acusado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), está sendo julgado por um júri popular, nesta quinta-feira, pela morte do engenheiro civil Vilmar Mattiello, de 58 anos. O caso ocorreu no dia 14 de janeiro de 2016 na Avenida Wenceslau Escobar, Bairro Tristeza, zona sul de Porto Alegre.

Na ocasião, a vítima dirigia seu carro e dava carona para um amigo quando foi baleada pelo fato de não ter atendido a um sinal de parar o veículo. O promotor de Justiça Eugênio Paes Amorim, atua em plenário na 2ª Vara do Júri, no Foro Central, destaca que houve perseguição e o engenheiro perdeu o controle do automóvel após ser atingido por pelo menos um dos disparos, batendo o carro em um poste.

A denúncia do MPRS foi oferecida à Justiça em junho de 2016. “Segundo consta nos autos do processo, a vítima não atendeu a um sinal de parar e foi atingido por um tiro depois de passar pelo posto policial local. No início denunciamos por homicídio qualificado, além da tentativa, mas o Poder Judiciário retirou as qualificadoras. Este é um caso de extrema gravidade e o MPRS está acompanhando desde o início para garantir, no julgamento, a condenação do réu”, disse o promotor Eugênio Amorim.

O réu responde por homicídio simples e também por tentativa de homicídio — em relação ao passageiro do veículo. Serão ouvidas seis testemunhas de acusação e um de defesa, além do interrogatório do acusado. O engenheiro, que voltava para casa no dia em que houve o fato, deixou mulher e duas filhas.