Polícia

Policial morto ao evitar assalto será sepultado em Restinga Seca nesta sexta

Família do tenente-coronel da Brigada Militar autorizou doação de órgãos

Os familiares do tenente-coronel da Brigada Militar (BM), Danilo Rozo, de 48 anos, morto a tiros por assaltantes nesta quinta-feira ao reagir a um assalto na zona norte de Porto Alegre, autorizaram a doação dos órgãos do oficial. De acordo com a corporação, Rozo já havia se declarado doador. O policial da reserva deixou a esposa e um filho de 12 anos. Ele vai ser velado e enterrado, nesta sexta, na cidade natal, Restinga Seca, região central do Estado.

O tenente-coronel morreu no Hospital Cristo Redentor (HCR), após ter sido baleado em uma troca de tiros com três ladrões que abordavam uma mulher, por volta das 15h. Ele estava em frente a uma agência do Bradesco, nas proximidades da rua Carneiro da Fontoura.

Dois assaltantes foram baleados pelo policial e encaminhados ao HCR e um terceiro fugiu. Vênis da Rosa Júnior, de 28 anos, está internado em estado grave. Luciano Jesus da Silva, de 28 anos, recebe atendimento em estado regular. Um helicóptero e viaturas da Brigada Militar foram mobilizados nas buscas ao fugitivo.

Rozo foi para reserva há um ano e meio. Ele ingressou na BM em 1980 e atuou a maior parte da carreira como bombeiro, comandando, inclusive, a Escola da corporação. 

Como foi o crime

Segundo o 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM), que atendeu a ocorrência, dois ladrões abordaram uma mulher em frente a uma agência do Bradesco, de onde ela saía com R$ 400 recém-sacados. A dupla tentou pegar a bolsa da vítima, que resistiu e foi ferida com uma coronhada na cabeça.

Rozo presenciou a ação e correu atrás dos suspeitos por cerca de uma quadra, perseguido pelo terceiro homem, em uma moto. Quando o policial deu voz de prisão, começou a troca de tiros – segundo a Brigada Militar, foram pelo menos dez disparos. Uma motocicleta com placas do Vale dos Sinos foi abandonada no local do confronto.

Sindicato defende lei que coíba crimes em saída de banco

O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e região emitiu uma nota lamentando a morte do oficial e reforçando a necessidade de uma lei específica que combata os delitos do tipo, conhecidos como “saidinha” de banco. Em abril, o SindBancários se reuniu com o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, cobrando providências, ainda sem resposta efetiva. Entre as iniciativas propostas pela entidade, está a colocação de biombos na frente dos caixas, preservando a privacidade do cliente.

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