A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) busca explicações para o sumiço de uma arma no sistema prisional de Porto Alegre. O fato teria ocorrido na noite de segunda-feira, no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Penitenciário (Nugesp). Não há indicativo sobre o paradeiro da peça até momento.
O objeto desaparecido é uma pistola calibre 9 milímetros, de uso restrito e considerada uma das mais letais do mundo, podendo neutralizar um ou mais oponentes com apenas um disparo. De acordo com o relato de um policial penal lotado na unidade, a arma seria particular e teria sumido de dentro de uma mochila no alojamento do local.
Em nota, a Susepe diz que a Corregedoria-Geral do Sistema Penitenciário já iniciou o processo apuratório sobre o caso. O comunicado também adiciona que o Nugesp passou por operações de revista após o fato.
O calibre da arma que sumiu é igual ao da utilizada na execução do preso Jackson Peixoto Rodrigues, o Nego Jackson, morto em novembro por outros dois detentos na Penitenciária Estadual de Canoas 3 (Pecan 3). À época, ele chegou a escrever uma carta em que alertava sobre os riscos ali e pedia transferência para outra ala, o que não ocorreu.
O que diz a Polícia Penal
A Polícia Penal informa que na noite desta segunda-feira (6) um servidor penitenciário relatou que sua arma particular, que estaria guardada na mochila dentro de um alojamento no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Penitenciário (Nugesp), havia sumido.
A Corregedoria-Geral do Sistema Penitenciário já iniciou o processo apuratório sobre o caso, e o Nugesp passou por operações de revista para garantir a segurança do estabelecimento.
É importante lembrar que o governo do Estado tem feito melhorias constantes no sistema penal e aprimorado os mecanismos de controle para garantir mais segurança a agentes e apenados. Prova disso é que até o final deste governo terá sido investido R$ 1,41 bilhão na reestruturação do sistema prisional gaúcho, viabilizando assim a construção de novas unidades prisionais, aquisição de equipamentos e novas tecnologia.
Além disso, dentro da estratégia do governo do Estado para valorizar a Polícia Penal, desde 2019 foram nomeados mais de 3300 servidores penitenciários, o maior efetivo da história do sistema prisional gaúcho.