O sargento da reserva é um dos indiciados, que em entrevista à Rádio Guaíba, assumiu participação em uma das queimas de pneus em Alvorada, num protesto pelo salário baixo pago pela Brigada Militar. O advogado entende que o histórico e as condições pessoais, como residência fixa e ocupação definida, foram decisivas para a liberdade. Ele admite que o cliente deve ser denunciado, nos próximos dias, pelo Ministério Público.
Também indiciado, outro soldado, este da ativa, no 24º BPM de Alvorada, também foi preso em casa. De acordo com o comandante-geral da BM, coronel Sérgio Roberto de Abreu, foram encontradas certas quantidades de crack e cocaína na residência.
Foram registrados 70 protestos no Estado desde 4 de agosto. O prazo é de 50 dias para que a BM conclua o inquérito policial militar aos cuidados da Corregedoria-Geral e da Inteligência da corporação. Já a PC entregou hoje à Justiça um inquérito com o indiciamento de dois policiais militares.
A Polícia Civil e Brigada Militar identificaram seis suspeitos, incluindo dois civis e quatro policiais militares, de envolvimento com a queima de pneus, uso de falsas bombas e bonecos fardados, e ameaças feitas ao governador Tarso Genro como forma de pressão pelo aumento do índice de reajuste nos salários da BM.
Conforme a polícia, o oficial do 24º BPM teria entregado o vídeo à TV Record, com ameaças ao governador. Os detalhes sobre a investigação foram apresentados na tarde de quarta, durante uma entrevista coletiva conjunta concedida pelo Comando da Brigada Militar e a Chefia da Polícia Civil, na sede do Comando-Geral da BM.