Polícia

Policial que participou de quadrilha em NH é condenado a 30 dias de prisão

Segundo a Justiça Militar, oficial ainda vai ser julgado por outros crimes

Um dos 32 policiais militares que respondem processo na Justiça Militar por participação em uma quadrilha de PMs de Novo Hamburgo foi condenado, na manhã desta sexta-feira, a 30 dias de prisão. A titular da 2ª Auditoria Militar, juíza Eliane Almeida, entendeu que o tenente Edelberto Boeira de Araújo cometeu condescendência criminosa, que é permitir a realização de um crime, mesmo podendo evitá-lo. O grupo de policiais foi acusado de facilitar ações de quadrilhas na região. A farsa foi descoberta em 2007.

De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça Militar (TJM), a pena se refere a apenas um dos julgamentos aos quais Araújo vai ser submetido. Nesta tarde, mais dois casos serão analisados. Os julgamentos começaram na semana passada e continuarão nos meses de dezembro e janeiro. Os policiais envolvidos foram afastados dos serviços de rua, conforme a assessoria do TJM.

Um dos policiais denunciados tem envolvimento no assassinato do PM José Luiz Ramires da Rosa, em setembro de 2007. O militar foi encontrado morto dentro do porta-malas de um veículo Santana clonado. Ele era o suposto líder da quadrilha responsável pelo arrombamento de um caixa eletrônico do Banrisul em Novo Hamburgo. De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), um dos policiais denunciados facilitou a execução do crime desviando viaturas para outro local da cidade. 

Os 32 soldados de Novo Hamburgo, em associação com outros cinco criminosos, foram acusados de roubos a postos de combustíveis e a empresas em Novo Hamburgo, uma residência em Dois Irmãos, além do furto do caixa eletrônico. Ainda de acordo com o MP, os denunciados cediam fardas, coletes e armas, além de desviar as viaturas dos locais em que os crimes foram cometidos.

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