A Polícia Civil investiga a morte de um homem, de 63 anos, em Toropi, na região Central. Ele foi assassinado a tiros pelo filho, 17 anos, na madrugada de domingo. O caso é tratado como legítima defesa.
O homicídio teria ocorrido após o homem ameaçar filho e esposa. Conforme a investigação, ele sofria de alcoolismo e costumava agredir a mulher, de 55 anos, apesar dela não ter pedido medida protetiva.
"Ele ficava violento quando bebia, agredindo a mulher com empurrões e pontapés. Ocorre que ela é uma pessoa bastante humilde e não tinha consciência que era vítima de agressões", afirma o delegado Giovanni Lovato, responsável pelo caso.
A família morava em uma propriedade na zona rural de Toropi. Na data dos fatos, o homem saiu de um bar a cavalo e, após chegar em casa, teria passado a brigar com os parentes. Em dado momento, a vítima teria ameaçado matar a esposa a tiros, o que levou o filho a agarrar um revólver calibre .38, que estava no quarto do casal, e depois fugir por uma janela.
De acordo com o delegado Giovanni Lovato, o rapaz foi perseguido pelo agressor que, aos gritos, também prometia matá-lo. Quando percebeu que seria alcançado, o jovem disparou contra o pai, que foi atingido no abdômen e morreu no local.
Ainda conforme o delegado, mãe e filho esconderam o corpo em um brejo na entrada da propriedade por temerem a reação dos irmãos da vítima. Eles também teriam ido ao bar e dito ao proprietário que o homem não havia retornado para casa. O dono do estabelecimento, porém, fez buscas no terreno e acabou encontrando o cadáver.
Mãe e filho foram presos em flagrante. Apesar dos dois terem inicialmente negado o crime, ambos admitiram os fatos, ainda na viatura. Além disso, a diretora da escola em que o jovem estuda também fez questão de testemunhar a favor dele.
"Os dois foram detidos em viatura separadas. Apesar disso, na delegacia, ambos apresentaram versões quase idênticas e sem incongruências. A diretora da escola onde o adolescente estuda também nos procurou para atestar que ele é um aluno esforçado e não se envolve em confusões”, disse o delegado Giovanni Lovato.
O adolescente e a mãe respondem em liberdade. Eles devem ser indiciados apenas por alterar o local de crime, um delito que não prevê reclusão.