O delegado Paulo César Jardim disse nesta que o desfecho pode ser “surpreendente”, no caso dos milhares de agasalhos furtados da Sociedade Hebraica, no bairro Bom Fim, em Porto Alegre. Entre as quatro pessoas suspeitas de participarem da ação, está o porteiro do clube. Ele tem 26 anos, trabalhava com carteira assinada no local e tem antecedente por receptação. “Não acredito que alguém tenha feito isso para montar um brechó. Certamente, não foi um microempresário que mandou fazer isso. Estamos trabalhando com outras hipóteses que vão provocar surpresas”, contou.
Apesar de o furto ter sido descoberto na terça-feira, o registro de ocorrência foi realizado apenas na quinta à tarde. Foi quando o delegado teve acesso às imagens de uma câmera instalada em um estacionamento, ao lado da Sociedade Hebraica. “Quando vimos que o porteiro estava envolvido, fomos atrás dele porque ele não apareceu trabalhar na quinta e também desapareceu da casa dele”, explicou Jardim, da 1º Delegacia de Polícia.
O furto teria ocorrido em duas ocasiões. A primeira aconteceu na noite de domingo, por volta das 23h, quando o carro estacionou de ré em frente ao clube, na rua General João Telles. Como ninguém percebeu a falta, o grupo voltou a agir na noite de segunda-feira, por volta das 22h50min. Na segunda ação, a câmera captou toda a cena, que durou de 10 a 15 minutos. Primeiro, o porteiro conversou com o vigia do estacionamento. Depois, um carro, da marca Peugeot, estacionou e as pessoas entraram no clube, por uma porta de acesso, e carregaram o carro com milhares de peças.
O delegado está interrogando funcionários do clube, responsáveis pelo estacionamento e funcionário da prefeitura que ajudou no recolhimento dos agasalhos.
Porteiro do clube é suspeito de furto de agasalhos
Cerca de 10 mil peças foram levadas da sede da Sociedade Hebraica, no Bom Fim