Uma reunião prevista para às 8h, envolvendo o Simers, a Secretaria Municipal da Saúde, a Guarda Municipal e, possivelmente, a Brigada Militar, tentará buscar, nesta quarta, medidas que protejam os profissionais (médicos, enfermeiros, técnicos e agentes comunitários) e a comunidade. Conforme a polícia, o prédio foi invadido na última quinta por mulheres supostamente ligadas a traficantes da região, que queriam agredir integrantes de uma das equipes.
Passado o episódio, o atendimento foi suspenso, e a unidade se manteve fechada também na sexta. “Até os pacientes estão com medo de ir ao posto. Quem precisa receber medicação já avisou que não vai mais lá”, relatou a secretária-geral do sindicato, a pediatra Ana Maria Martins.
Dados levantados pelo Simers apontam 45 ocorrências de violência desde 2006 em postos de saúde, hospitais e bases do Samu em Porto Alegre. A entidade estima que o número seja muito superior, já que não há registros oficiais. Em julho do ano passado, uma médica foi baleada por um assaltante dentro do consultório, em um ESF da zona Leste, e acabou se demitindo.
A categoria propôs vigilância permanente à BM e à prefeitura, além da transferência de unidades isoladas para áreas com outros serviços públicos, como escolas, creches e postos policiais. A situação, conforme o Simers, está entre as principais dificuldades para manter médicos em unidades e contratar interessados. “O medo está afastando os profissionais. Hoje há 15 postos sem atendimento médico na Capital”, alertou a secretária-geral.
Simers somou 45 casos de violência em postos de Saúde, hospitais e bases do Samu na Capital desde 2006:
2006: 13 ocorrências (11 em postos e 2 em hospitais)
2007: 9 ocorrências (postos)
2008: 10 ocorrências (7 em postos, 2 em hospitais e 1 ao SAMU)
2009: 3 ocorrências (postos)
2010: 6 ocorrências (postos)
2011 (até 17/5): 4 ocorrências (2 em postos e duas em hospitais)