Polícia

"Precisamos investigar para saber as circunstâncias", afirma delegado sobre ação da BM que matou produtor em Pelotas

Marcos Noremberg, de 48 anos, foi morto na madrugada desta quinta-feira

Imóvel em que produtor rural foi morto pela BM em Pelotas
Imóvel em que produtor rural foi morto pela BM em Pelotas Foto : Angélica Silveira / Especial / CP

A Polícia Civil está investigando as circunstâncias do caso do produtor rural que foi morto pela Brigada Militar (BM) na madrugada desta quinta-feira em Pelotas. Marcos Daniel Nörnberg, de 48 anos, recebeu diversos disparos após, supostamente, ter apontado uma arma aos policiais que faziam diligências no local. O delegado César Nogueira, da 2ª Delegacia de Polícia (2ª DP), que está investigando o caso, afirmou que buscam entender que informação a BM recebeu e a forma como foram realizados o ingresso na residência da vítima e a abordagem.

As investigações, ainda preliminares, indicam que havia pelo menos 16 policiais na ação. "A princípio, eles receberam a informação de que naquela localidade havia foragidos suspeitos de praticar sequestros no interior do município, e deslocaram para lá na intenção de realizar essa prisão. Eles foram comunicados de que esses indivíduos estavam fortemente armados", relata o delegado, em entrevista à Record Guaíba.

Ele acrescenta que a corporação é BM é chamada para atender situações de flagrante, e que "possuem legitimidade" para isso. Os brigadianos teriam recebido informação de que, naquela localidade, havia pessoas fortemente armadas. "A Brigada Militar, como uma polícia ostensiva, tem essa atribuição e tem legitimidade para atuar naquele momento", afirma o delegado.

Ainda não é confirmada a existência da operação sem mandado de busca. Nogueira lembrou que, normalmente, é a Polícia Civil que cumpre mandados do tipo. "Precisamos investigar para saber as circunstâncias. A gente não pode descartar nenhuma possibilidade nesse momento até ouvir todos os policiais e conversar com o comando da Brigada Militar", afirma.

O delegado confirmou que residência contava com sistema de videomonitoramento, e a Polícia já com as imagens junto à investigação. A Brigada Militar ainda não se manifestou sobre o caso.

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