Uma operação da Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre tem como principal alvo a prefeita eleita de Ivoti, Maria de Lourdes Bauermann. A ofensiva, chamada de F5, investiga a inserção de informações falsas no sistema de marcação de consultas no Sistema Único de Saúde (SUS) de Taquara para residentes na cidade do Vale do Rio do Sinos. O objetivo do esquema seria agilizar o atendimento em unidades hospitalares da Capital.
A operação tem o objetivo de cumprir dois mandados de busca e apreensão em Ivoti e mais um em um posto de saúde de Taquara. As investigações mapearam 11 casos de moradores de Ivoti que, com suposto auxílio da prefeita eleita, de uma intermediária e de uma servidora da Secretaria de Saúde de Taquara, conseguiam o agendamento de consultas em tempo recorde. A estratégia era cadastrar as pessoas com endereços inexistentes em Taquara.
Um dos casos foi referente à cirurgia plástica nas pálpebras e no nariz. A promotoria informou ainda que uma consulta oftalmológica também é investigada. As duas foram agendadas para apenas 16 dias após a marcação da consulta, sendo que a espera nestes casos é de pelo menos um ano. Há também uma consulta marcada com um oncologista para 15 dias depois da inserção dos dados no sistema do SUS.
Após o cumprimento do mandado em sua casa, Maria de Lourdes apareceu em frente à residência e falou sobre a ação da promotoria. "É isso que é a política. Eu sabia que iria sofrer isso quando fui candidata. Eu não me arrependo de nada. Não tenho nada a esconder porque todo o meu trabalho sempre foi feito com amor. Nunca ninguém bateu na minha porta como bateram hoje. Há mais de 30 anos eu ajudo as pessoas. Nunca pedi voto em troca e sempre acordei cedo para trabalho porque tenho amor a minha cidade", disse antes de ser aplaudida por simpatizantes.
Prefeita eleita de Ivoti é alvo de operação
Ofensiva investiga inserção de informações falsas no SUS