Prefeitura de Espumoso é alvo de operação contra supostas fraudes em licitações

Prefeitura de Espumoso é alvo de operação contra supostas fraudes em licitações

Prefeito Douglas Fontana (PDT) negou as irregularidades

Marcel Horowitz

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) desencadeou a "Operação Compostagem II", nesta quinta-feira, cumprindo mandados de busca e apreensão na sede da prefeitura de Espumoso e em residências de agentes públicos. Empresários que têm empreendimentos na cidade, e nos municípios de Tapera e Lagoa dos Três Cantos, também foram alvo da ação.

Por conta da operação, a prefeitura do município está impedida de firmar contratos com os empreendimentos investigados. Os agentes apuram a manipulação de licitações, além de pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos, envolvendo empreendimentos que prestam serviços de limpeza, além de fornecedores de concreto e brita, a municípios da região do Alto Jacuí. 

No início da tarde, o prefeito Douglas Fontana (PDT) negou as irregularidades. "Aqui não tem nenhum bandido. Não houve irregularidades e nem favores. Estão buscando supostos crimes com relação a recolhimento de lixo, mas o processo de licitação que está sendo investigado levou mais de um ano e teve cinco empresas participando. Tudo o que foi pedido, foi entregue. A gente fica triste. Não sei se a política está valendo a pena", declarou o chefe do Executivo Municipal.

As investigações são conduzidas pelos promotores de Justiça Karina Bussmann e Heitor Stolf Júnior, sob a coordenação do procurador de Justiça Fábio Costa Pereira, coordenador da Procuradoria da Função Penal Originária. Participaram os promotores de Justiça Letícia Elsner Pacheco, Mariana de Azambuja Pires, Diego Pessi, Cristiano Ledur e Guilherme Martins de Martins, mediante o apoio de servidores e policiais adidos do Ministério Público, bem como de integrantes do 3º Batalhão de Polícia de Choque da Brigada Militar.


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