Da quantia roubada, cerca de R$ 7 mil era em cheques e o restante em dinheiro. Na ação, o grupo ainda tentou arrombar um caixa eletrônico, mas não obteve êxito. No prédio da prefeitura de Parobé há câmeras de segurança, porém, elas estão desativadas por questões de economia. "Nós temos uma dívida de R$ 21,5 milhões, um quarto do orçamento ao ano, e optamos por tentar manter os serviços básicos funcionando", admitiu o prefeito.
O ataque
O ataque ocorreu por volta das 3h. Três homens armados com fuzis renderam um vigilante e invadiram a sede da administração municipal. Com uso de explosivos, eles arrombaram o cofre da Tesouraria e o da Secretaria da Fazenda, que fica no mesmo prédio.
Uma guarnição da Brigada Militar foi acionada e, quando os policiais militares (PMs) chegaram ao local, o trio estava deixando o prédio. O grupo fugiu em um Onix prata. Ao entrarem no prédio, os PMs encontraram o vigia amarrado. Após soltarem o refém, deram início às buscas.
Durante a fuga, os criminosos se depararam com uma viatura e houve troca de tiros. O veículo foi perseguido até o município de Igrejinha, na mesma região, quando os assaltantes retornaram em direção a Parobé e efeturam disparos contra o carro da polícia.
Houve nova troca de tiros, mas os assaltantes conseguiram fugir. Eles trafegaram até uma rua sem saída, onde abandonaram o veículo e fugiram para um matagal. No carro, os policiais encontraram parte do dinheiro roubado, um fuzil, munição, explosivos e miguelitos. Havia sangue no interior do automóvel, o que pode significar que um dos criminosos foi baleado.
A área de mata foi cercada e às buscas são feitas com apoio do Batalhão de Operações Especiais (BOE) de Porto Alegre e da Companhia de Operações Especiais do Comando Regional de Polícia Ostensiva (CRPO) do Vale do Sinos.