Polícia

Presídio Central fica fechado e só admite presos em flagrante a partir de quinta-feira

Com interdição parcial, população carcerária cresceu em mais de 200 presos em 40 dias

A juíza Adriana da Silva Ribeiro, da Vara de Execuções Penais de Porto Alegre, decidiu, nesta terça-feira, que a partir de quinta, o Presídio Central só vai admitir os presos em flagrante ou por ordem cautelar. Até então, a interdição parcial do estabelecimento, anunciada em 1º de novembro, valia só para os condenados em regimes aberto e fechado. A medida agora atinge também os do regime semiaberto.

Na época da interdição, o presídio contava com 5.074 presos. De acordo com a juíza, o sistema de abastecimento de água para os pavilhões do presídio entrou em colapso, o que, prevê Adriana, tende a se repetir no verão. O esgoto também não foi consertado e as instalações da nova cozinha não foram finalizadas.

A juíza observou, ainda, que em 17 de novembro, o Central tinha 5.274 presos e, ontem, 5.292, confirmando que, mesmo com a interdição parcial, a população carcerária cresceu, em mais de 200 presos, em 40 dias. Adriana reforçou estar apenas tornando efetiva uma decisão anterior, transitada em julgado em 1995 e até hoje descumprida, no sentido de que só os presos em flagrante ou com medida cautelar sejam admitidos no estabelecimento.

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