A interdição impõe que os detentos que já tenham alguma condenação fiquem apenas o tempo necessário para audiências e retornem a uma casa prisional, que segundo a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), é no complexo de prisional de Charqueadas. O tempo, de acordo com a Susepe, seria de, no máximo, 48 horas, uma vez que o Central é considerado “a porta de entrada” para os presos da região Metropolitana.
Segundo dados das autoridades, a média de entrada no Presídio Central é de 40 a 55 pessoas por dia. A recaptura de foragidos chega a quatro fugitivos/dia. O que, de acordo com a Susepe, não irá alterar muito a rotina da instituição quanto as transferências.
O destino dos condenados será a Penitenciária Modulada de Charqueadas e a Penitenciária Estadual de Charqueadas (PEC). De acordo com a Superintendência, no primeiro trimestre deste ano, entraram no Central 70 detentos condenados, todos já transferidos.
Nesta segunda-feira, o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Postal (PMDB), recebeu o laudo que resultou da vistoria realizada no Presídio Central pela Ordem dos Advogados do Brasil e pelos conselhos regionais de Engenharia (Crea) e de Medicina (Cremers), e prometeu que o Legislativo vai pressionar o Piratini a fim de obter um cronograma com o objetivo de resolver os problemas apontados pelas representações.