Em 2009, conforme a Susepe, o TJ iniciou um projeto de videoconferência no Presídio Central. Uma sala foi montada na unidade de detenção e outra no Fórum Central. A ideia era criar pontos para comunicação entre presos e juízes também no complexo de Charqueadas e em outras unidade de detenção do Estado. Nesse mesmo ano, foi estimado em R$ 7 milhões por ano o custo com a remoção de presos para audiências. Foram 40 mil sessões realizadas.
O juiz Luciano André Losekann explicou que só duas audiências foram realizadas pelo sistema instalado no Fórum Central. Nos dois casos foram ouvidas pessoas de fora do Estado. Explicou que o modelo “seria o ideal”, mas que é inviável porque a legislação exige que haja um defensor público na presença do juiz e outro junto ao preso “sob pena de nulidade do ato”. Ele lembrou que não há servidores em número suficiente na Defensoria Pública para fazer isso.
O judiciário gaúcho criou salas de audiência nos presídios da Vara de Execuções Penais de Porto Alegre, responsável também pelas unidades prisionais da região de Charqueadas. Com isso, ao invés de levar o preso ao fórum, juízes e defensores públicos vão até as prisões para ouvir os apenados, reduzindo custos.