Na quinta-feira, foram presos em Gravataí os dois homens contratados pela mulher para torturar e matar Schuck. Com a dupla foram encontrados o revólver calibre 38, o celular, o relógio e o dedo da vítima, arrancado no crime. O titular da Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, delegado Rafael Liedtke, encaminhou ao Judiciário pedido de prisão preventiva para a dupla, que foi levada ao Presídio Central.
Os suspeitos revelaram que a recompensa prometida pela mulher chegava a R$ 10 mil. Para a polícia, a morte foi motivada por vingança, já que a mentora, com quem o policial viveu por oito anos, não aceitava o fim da relação, em 2008. Segundo a investigação, eles haviam voltado a viver juntos recentemente. A mulher moveu duas ações judicias contra o policial, pedindo reconhecimento de união estável e partilha de bens.
Ela foi autuada por homicídio com três qualificadores – tortura, recurso que impossibilitou a defesa e promessa de recompensa – e roubo. De acordo com a polícia, a mulher abriu a porta da casa de Schuck, no Parque Silveira Martins, e aguardou do lado de fora a execução. A dupla disse que ainda sedou o policial, que foi degolado e asfixiado com um cinto.
Ao ser ouvida na terça-feira, a companheira da vítima relatou ao delegado ter contratado um desconhecido, por R$ 250, para furtar o revólver do companheiro, alegando ter medo de armas dentro de casa. Tentando forjar um álibi, ela disse ter sido amarrada, conseguido se soltar e chamado a polícia.