De acordo com o dirigente, a pressa do governo anterior em “bater o recorde”, com a inclusão de cerca de 3,8 mil novos integrantes na BM, fez com que o curso durasse apenas cinco meses, sendo que “em três meses já estavam portando armas”. Leonel Lucas avalia que, no mínimo, o curso deveria ter nove meses de duração.
Ele entende que é preciso mais rigor na seleção dos futuros policiais militares. “No meu tempo investigaram até minha família e os vizinhos”, recordou. Destacou ainda que inexiste o aquartelamento de 45 dias durante o curso, onde é visto quem possui ou não habilitação, inclusive psicológica, para permanecer na tropa. “Muitos nem sabem abordar alguém na rua”, diz, justificando que os novos praças não tem culpa desta situação e não se pode generalizar o problema para todos.
Além do brigadiano preso na madrugada de hoje por tentativa de sequestro e estupro em Porto Alegre, outros três policiais militares foram detidos recentemente por envolvimento a roubo a banco em Júlio de Castilhos. Todos ingressaram em 2009 na BM. Em Osório, um adolescente, promessa do boxe gaúcho, foi morto a tiros por um brigadiano, enquanto em Jaguarão outros quatro policiais militares foram denunciados por racismo contra um estudante baiano.
BM deve expulsar PM preso
O soldado preso em Porto Alegre durante a madrugada deve ser expulso da Brigada Militar. Ele e outro homem teriam tentado sequestrar uma garota de programa, mas ela conseguiu fugir e chamar a polícia. A dupla foi detida e encaminhada à 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA). A BM reúne documentos para demitir o PM e considera que não há necessidade de inquérito, já que houve flagrante e ele não tem estabilidade. O homem era investigado há mais de seis meses por tráfico de drogas.