Polícia

Presidente da associação que representa PMs crítica formação de agentes no Estado

Leonel Lucas entende que sistema de ingresso de novos efetivos precisa de “profunda melhoria”

O presidente da Associação Beneficente Antonio Mendes Filho (Abamf), entidade de classe que representa os servidores de nível médio da BM, Leonel Lucas, defendeu nesta manhã uma profunda melhoria no sistema de ingresso de novos efetivos na corporação. Segundo ele, os recentes casos envolvendo brigadianos da turma de 2009 evidenciam que a formação foi insatisfatória e não possibilitou uma triagem de quem tinha condições para entrar na BM.

De acordo com o dirigente, a pressa do governo anterior em “bater o recorde”, com a inclusão de cerca de 3,8 mil novos integrantes na BM, fez com que o curso durasse apenas cinco meses, sendo que “em três meses já estavam portando armas”. Leonel Lucas avalia que, no mínimo, o curso deveria ter nove meses de duração.

Ele entende que é preciso mais rigor na seleção dos futuros policiais militares. “No meu tempo investigaram até minha família e os vizinhos”, recordou. Destacou ainda que inexiste o aquartelamento de 45 dias durante o curso, onde é visto quem possui ou não habilitação, inclusive psicológica, para permanecer na tropa. “Muitos nem sabem abordar alguém na rua”, diz, justificando que os novos praças não tem culpa desta situação e não se pode generalizar o problema para todos.

Além do brigadiano preso na madrugada de hoje por tentativa de sequestro e estupro em Porto Alegre, outros três policiais militares foram detidos recentemente por envolvimento a roubo a banco em Júlio de Castilhos. Todos ingressaram em 2009 na BM. Em Osório, um adolescente, promessa do boxe gaúcho, foi morto a tiros por um brigadiano, enquanto em Jaguarão outros quatro policiais militares foram denunciados por racismo contra um estudante baiano.

BM deve expulsar PM preso

O soldado preso em Porto Alegre durante a madrugada deve ser expulso da Brigada Militar. Ele e outro homem teriam tentado sequestrar uma garota de programa, mas ela conseguiu fugir e chamar a polícia. A dupla foi detida e encaminhada à 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA). A BM reúne documentos para demitir o PM e considera que não há necessidade de inquérito, já que houve flagrante e ele não tem estabilidade. O homem era investigado há mais de seis meses por tráfico de drogas.

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