Polícia

Preso em SC era um dos mentores do assalto na Serra, diz polícia

Ataque a fábrica de joias em Cotiporã ocorreu em dezembro do ano passado

Arma foi apreendida com o suspeito em Araranguá
Arma foi apreendida com o suspeito em Araranguá Foto : Vinícius Roratto
O homem detido na manhã deste domingo em Araranguá, no sul de Santa Catarina, era um dos mentores do assalto a fábrica de joias em Cotiporã, na Serra gaúcha, segundo a Polícia Civil. Luciano da Silveira, de 34 anos, conhecido como “Puro Osso”, foi preso em uma casa na cidade catarinense por policiais gaúchos da Delegacia de Furto e Roubos de Veículos (DFRV), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

De acordo com o titular da DFRV, delegado Juliano Ferreira, que comandou a ação, o suspeito estava envolvido com roubo de carros após o assalto em Cotiporã, em dezembro do ano passado. Ele, conforme Ferreira, agia principalmente em Canoas, na região Metropolitana, e Porto Alegre. “O roubo de carros seria a especialidade dele”, revelou o delegado. “Mas, não se descarta que ele tramasse uma outra ação semelhante a de Cotiporã”, comentou.

A Polícia Civil encontrou explosivos em um apartamento de propriedade do suspeito, localizado no bairro Niterói, em Canoas. Havia ainda munição e bolsas de grife, possivelmente, de acordo com Ferreira, fruto do roubo a cargas. Na casa onde ele estava em Santa Catarina foram apreendidas uma espingarda calibre 12, um revólver 38, dois coletas à prova de balas, um tablet e uma caminhonete Toyota Hillux.

A ação policial começou a se desenvolver na noite de sábado. Conforme Ferreira, quando a Polícia Civil teve a informação de que Puro Osso estava em Araranguá, uma equipe da DFRV partiu imediatamente para a cidade catarinense. Os policiais gaúchos chegaram ao local por volta das 2h30min, tendo que verificar a residência, situada às margens da BR 101. “Quando nos certificamos da existência da caminhonete, tivemos certeza de que ele estava na casa”,  contou o delegado. “Às 6h, entramos no imóvel e o prendemos”, detalhou. A prisão contou com o apoio de policiais de Araranguá e Sombrio, também no estado vizinho.

O outro mentor do roubo na Serra seria Falcão, que foi morto em confronto com policiais militares, no dia do assalto. “Puro Osso é uma pessoa que tem muitos contatos no mundo do crime”, acentuou Ferreira. “Ele foi a pessoa que manipulou os explosivos, no ataque a fábrica de joias.” Dos quatro homens que conseguiram fugir de Cotiporã, três já foram presos. O único ainda foragido é Djair Jorge dos Santos, de 39 anos.

O assalto em Cotiporã

Na madrugada do dia 30 de dezembro do ano passado, criminosos entraram em confronto com a Brigada Militar após uma tentativa de assalto à fábrica de joias Guindani, situada em Cotiporã. O grupo usou explosivos para detonar a empresa. Três bandidos morreram no conflito com os policiais, entre eles Elisandro Rodrigo Falcão, o homem mais procurado do Estado. Ele foi baleado no rosto ao tentar ultrapassar uma barreira policial.

O restante do grupo conseguiu fugir. Os foragidos fizeram um casal, as quatro filhas e o genro reféns enquanto se escondiam em um matagal na região. Cerca de 20 horas depois, a Brigada Militar fez o resgate das vítimas.

Os bandidos novamente fugiram e fizeram um agricultor como refém no interior de Bento Gonçalves, também na região serrana. Horas depois, a vítima foi liberada em São Vendelino, onde, segundo a polícia, um comparsa deu apoio ao grupo. De lá, os assaltantes utilizaram três veículos para um novo escape.

Bookmark and Share