Conforme o titular da 1ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo, Marco Antônio Duarte de Souza, que coordenou a operação, o homem atuava em uma clínica particular e em hospitais públicos. “Ele cobrava para tirar pacientes da fila de cirurgias e exigia quantias para fazer as operações”, explicou.
A investigação iniciou após várias pessoas denunciarem o médico à Polícia Civil. O delegado disse que alguns pacientes sabiam que o neurologista estaria cometendo um crime por receber pelo SUS e como médico particular. “Mas ele lidava também com pessoas com instrução um pouco mais baixa que nem sabiam”, completou.
O neurologista é investigado pelos crimes de concussão (exigir dinheiro ou vantagem em razão do cargo ou função ocupada) e lesão corporal, já que o médico é suspeito de submeter pacientes a cirurgias sem necessidade.