O homem teve o pedido de prisão preventiva deferido ainda ontem pelo Judiciário depois que o MP anexou outros elementos ao procedimento, como escutas telefônicas em que ele se mostra supostamente disposto a prosseguir com a fraude, mesmo depois de o esquema já ter sido desarticulado em outras cidades, como Guaporé e Ibirubá, na primeira fase da Operação.
Em um primeiro momento, o MP teve o pedido de prisão negado. Conforme o promotor de justiça de Três de Maio, Pablo Alfaro, o homem foi encaminhado ao Presídio Estadual de Santa Rosa. Nessa quarta, cinco pessoas já haviam sido detidas, incluindo o vereador de Horizontina Larri Lauri Jappe (PDT), investigado por uma CPI na Câmara Municipal. A segunda etapa da Leite Compen$ado incluiu investigações nos municípios de Rondinha, Boa Vista do Buricá e Horizontina. Na primeira etapa, o MP deteve nove pessoas, mas duas delas foram liberadas no dia seguinte. Com a prisão desta quinta-feira, o número de presos sobe para 13.
“Nova fórmula” de fraude
Nessa quarta, um bilhete encontrado na residência do transportador levantou indícios de que ele pode ter variado a fórmula para adulterar o leite no Noroeste gaúcho. Na suposta "receita", em um papel manuscrito, há a indicação de que podem ter sido usados açúcar, sal e bicarbonato para disfarçar a adição de ureia extra no leite entregue em um posto de resfriamento utilizado pelas cooperativas da rede Confepar, do Paraná.
Nessa manhã, a Confepar emitiu nota assegurando que cumpre controles internos de qualidade, dentro dos padrões da legislação vigente. A nota ainda esclarece que a Cooperativa Central de Captação de Leite (Coopleite), que trabalha para a Confepar, recebeu o memorando do Ministério da Agricultura e intensificou o controle dos produtos recebidos. A empresa ainda se põe à disposição do MP e das demais autoridades, além de garantir que os produtos da fábrica podem ser consumidos. A empresa trabalha com as marcas Polly e Cativa.