Por volta das 10h desta quarta-feira um homem que estava preso na 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Porto Alegre passou mal. O jovem de 28 anos estava em uma cela de seis metros quadrados com outros 11 detidos, que inciaram um tumulto revoltados supostamente com a lotação excessiva e a falta de banho.
O Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil foi acionado para acalmar os ânimos e uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi até o local - que fica no Palácio da Polícia, na avenida Ipiranga com João Pessoa - para socorrer o preso. Não foi preciso a remoção para um hospital.
O diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), delegado Marcelo Moreira, relatou que os presos estão há seis dias no local que, segundo ele, "não é o ideal para encarceramento". "Não sabemos a natureza do problema de saúde dele", disse. "A situação está contida, mas merece uma atenção redobrada por parte dos policiais", explicou. "Os presos com condenação ativa não têm destino dentro do sistema prisional. A realidade é essa", lamentou.
Moreira explicou que a alimentação é fornecida pelos presídios, mas a higiene pessoal dos presos fica prejudicada, pois eles não têm onde tomar banho. "Possivelmente estão seis dias sem banho", informou.
Desde a semana passada, detentos são mantidos em delegacias devido à superlotação em presídios gaúchos. Nessa terça, a Associação dos Delegados de Polícia (Asdep) divulgou nota contrária à manutenção de detentos em delegacias. O documento, assinado pela presidente da entidade, delegada Nadine Tagliari Anflor, aponta que a medida traz insegurança para os policiais e para a população que procura os departamentos para registro de ocorrências.
Preso passa mal em cela lotada de delegacia de Porto Alegre
Detentos iniciaram tumulto após seis dias sem banho