Polícia

Presos 11 em operação contra ataque a bancos em Porto Alegre

PF desarticulou quadrilha com sede na zona Sul da Capital

PF desarticulou quadrilha com sede na zona Sul da Capital
PF desarticulou quadrilha com sede na zona Sul da Capital Foto : Polícia Federal / Divulgação / CP
Uma quadrilha responsável por uma série de ataques a terminais da Caixa Econômica Federal, mediante o uso de explosivos ou maçarico, foi desarticulada pela Polícia Federal (PF) em Porto Alegre. No total, 11 integrantes do grupo foram presos, dos quais nove ao amanhecer desta sexta-feira na operação Zona Sul. Entre os detidos está um conhecido armeiro e ainda um comerciário. Houve o cumprimento de nove mandados de prisão preventiva e outros 19 mandados de busca nos bairros Ipanema, Vila Nova e Vila Jardim. Os policiais federais apreenderam armamento e munições.

A ação, com cerca de 130 policiais federais, foi coordenada pelo delegado Cléberson Alminhana, responsável pela Delegacia de Repressão a Crimes contra o Patrimônio (Delepat) da PF. Segundo ele, o bando teria em torno de 20 integrantes que atuariam em outros tipos de crime que não são de competência da instituição. “É uma quadrilha que atuava em várias frentes”, observou.

As investigações iniciaram em novembro de 2013, quando os criminosos invadiram um clube no bairro Ipanema, rendendo os vigilantes antes de arrombarem um terminal da CEF com a utilização de maçarico. Além do dinheiro, um veículo foi levado do local. Já a partir de janeiro passado, o bando atacou quatro vezes com explosivos a agência da CEF da avenida Doutor Campos Velho, obtendo êxito apenas em uma ocasião.

A PF constatou ainda duas tentativas de furto em caixas eletrônicos, sendo uma dentro de um posto de combustível na avenida Cavalhada e outra na agência do Bradesco na avenida Protásio Alves, sendo essas última também com explosivos.

Nas investigações, os policiais federais descobriram que as rodas do Fiat Palio roubado de um vigilante, durante ataque ao clube em novembro de 2013, estavam no Ford Fiesta utilizado pela esposa de um dos líderes da quadrilha, que está no Presídio Central desde a prisão ocorrida após o roubo a uma relojoaria na avenida Protásio Alves em maio. “Com a prisão dele não ocorreram mais ataques contra a CEF pois a quadrilha ficou órfã”, ressaltou o delegado Cléberson Alminhana, enfatizando o papel de articulador do suspeito.

A quadrilha tinha envolvimento com outros crimes ocorridos, como três homicídios em Porto Alegre e Canoas, além de roubos de veículos, tráfico de drogas e de armas, munições e explosivos. Ao longo do trabalho investigativo, a PF teve apoio da Brigada Militar no repasse de algumas informações e prisões de alguns suspeitos.

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