Entre os mortos estão seis jovens, com idades variando de 16 a 19 anos, cujos corpos foram encontrados na manhã de ontem em um canteiro de obras da duplicação da Rodovia Presidente Dutra. O local fica a nove quilômetros do bairro onde os jovens moravam. Eles teriam ido até o Parque de Gericinó, no sábado, para tomar banho de cachoeira, conforme informações de parentes. Nessa segunda-feira, a escola em que quatro das vítimas estudavam foi invadida por dois homens que aterrorizaram os alunos.
A operação na favela foi desencadeada diante da suspeita de que poderia haver mais corpos na área onde os jovens foram encontrados. Para a polícia, os crimes teriam sido cometidos por traficantes da região, embora não exista nenhuma informação até o momento de que os adolescentes tivessem ligação com o tráfico de drogas. A ocupação da Chatuba está sendo considerada por tempo indeterminado.
Aproximadamente 250 policiais militares participaram da ação e outros 112 permanecerão na área. A comunidade é cortada pelo rio Sarapuí e fica nos municípios de Nilópolis e Mesquita. A polícia avalia que os criminosos são egressos dos complexos do Alemão e da Penha, fugidos após a ocupação policial nas duas favelas.
O local onde os seis jovens foram mortos é próximo ao que Jorge Augusto de Souza Alves Júnior, de 34 anos, cadete da PM, foi encontrado morto, também no sábado. O corpo do cadete estava no porta-malas de seu próprio veículo, um Fox, e apresentava sinais de tortura e marcas de tiros.
Alves tinha saído de um baile e levado uma moça para casa, na Favela da Chatuba. A polícia trabalha com a hipótese de que ele possa ter sido identificado como policial, uma vez que a farda estava no carro, e por isso tenha sido assassinado.
O pastor evangélico Alexandro Lima, de 37 anos, também foi morto na manhã do sábado. Segundo a polícia, ele teria sido atacado enquanto fazia uma caminhada e a suspeita é de que ele possa ter testemunhado as agressões e a morte do cadete.