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Presos 27 suspeitos de fraudes em bolsas da Universidade Federal do Paraná

Operação Research apura desvio de recursos públicos

Presos 27 suspeitos de fraudes em bolsas da Universidade Federal do Paraná
Presos 27 suspeitos de fraudes em bolsas da Universidade Federal do Paraná Foto : Polícia Federal / Divulgação / CP
A Polícia Federal (PF) prendeu 27 pessoas suspeitas de irregularidades em pagamentos a título de Auxílio a Pesquisadores, Bolsas de Estudo no País e Bolsas de Estudos no Exterior da Universidade Federal do Paraná (UFPR) nesta quarta-feira. No total, 29 mandados de prisões temporárias foram expedidos pela Justiça Federal do Paraná.

Segundo a PF, os alvos participaram do esquema de liberação de bolsas para pessoas sem regular vínculo de professor, servidor ou aluno da UFPR. O esquema é investigado pela operação Research deflagrada nesta quarta pela PF. 

Em nota, a reitoria da UFPR afirmou que as suspeitas de irregularidades no pagamento de bolsas e auxílios são objeto de investigações internas desde dezembro de 2016 e que a própria universidade já havia procurado a PF. "A Universidade Federal do Paraná tomou todas as providências cabíveis para esclarecer os fatos e responsabilizar os eventuais envolvidos. Com o resultado da investigação, a UFPR solicitará a restituição dos valores ao erário", diz a nota.

O reitor Ricardo Marcelo Fonseca, diz a UFPR, também determinou a criação do Comitê de Governança de Bolsas e Auxílios cujo objetivo é aperfeiçoar os mecanismos de controle sobre esse tipo de pagamento. "Também será criada, por meio de portaria, uma comissão para trabalhar no Plano de Transparência e de Dados Abertos da Universidade, instrumento para garantir que a sociedade tenha acesso a todas as informações de caráter público", completa o informe.

Em parceria com o Tribunal de Contas da União e Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, a Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a operação Research com o objetivo de apurar a prática de desvio de recursos públicos destinados à UFPR. O nome da operação é uma referência ao objetivo central das bolsas concedidas pela unidade, destinada a estudos e pesquisas pelos contemplados.

O alvo da investigação, segundo a PF, são repasses, entre 2013 e 2016, irregulares de recursos mediante pagamentos sistemáticos, fraudulentos e milionários de bolsas a inúmeras pessoas sem vínculos com a instituição.

Para cumprir os mandados expedidos pela Justiça Federal do Paraná, cerca de 180 policiais federais, seis servidores da Controladoria Geral da União e quatro dos quadros do Tribunal de Contas da União estão nas ruas. São cumpridos 29 mandados de prisão temporária, oito conduções coercitivas e 36 mandados de busca e apreensão nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.