Polícia

Presos do RS começam a usar tornozeleiras nesta semana

Susepe anunciou contrato emergencial emergencial para o aluguel de 200 equipamentos pelo Estado

A Superintendência Estadual dos Serviços Penitenciários (Susepe) anunciou nesta segunda-feira, que, em menos de quatro dias, presos do regime aberto no Rio Grande do Sul começarão a utilizar tornonozeleiras de monitoramento. O órgão confirmou que um contrato emergencial firmado pelo Estado permitiu a locação de 200 equipamentos nos próximos 90 dias. Cada aparelho vai custar aos cofres públicos R$ 500 por mês - valor inferior à atual média oficial de gasto por apenado em albergues, de R$ 700.

Uma lista com 256 detentos oriundos de casas prisionais da região Metropolitana e Vale dos Sinos e com comportamento considerado "exemplar", já foi definida. Segundo o superitenendente do órgão, Mario Santa Maria Junior, até sexta-feira, 200 deles passarão, de forma pioneira no País, a usar as tornozeleiras.

Após a destruição do Instituto Penal Irmão Miguel Dario em um incêndio na Capital e as recentes interdições de 14 albergues superlotados pela Justiça, o Estado decidiu alugar a tecnologia a curto prazo, de forma emergencial. Um edital de licitação deve ser aberto na semana que vem para a provável aquisição de 800 tornozeleiras.

Segundo a empresa fabricante, com sede em Pernambuco, o equipamento locado pelo Estado possui um sistema de três cabos de aço, e qualquer tentativa de destruição provocará o acionamento de uma alarme em uma futura central de monitoramento dos detentos. A companhia garante ainda que testes indicam a possibilidade, até mesmo, jogar futebol e entrar no mar com o aparelho.

Curiosamente, caberá aos presos recarregar a bateria da tornozeleira, - com duração média de 30 horas -, sob pena de eles se tornarem foragidos.