Polícia

Presos policiais civis suspeitos de formação de quadrilha e extorsão

Grupo teria exigido R$ 60 mil para suposto traficante não ser preso em Porto Alegre

Após a denúncia de um suposto traficante, a Justiça decretou nessa terça-feira a prisão do titular da 16ª Delegacia de Polícia da Restinga em Porto Alegre, delegado Antônio Waldyr Martins Guimarães; do chefe de investigação, Luís Carlos Ceconelo de Almeida; e do volante Paulo Roberto Araújo de Oliveira, além do detetive particular Ben Hur Fagundes. Eles são suspeitos dos crimes de formação de quadrilha e extorsão. Com exceção do volante Oliveira, todos foram localizados em diligências ou se apresentaram à polícia acompanhados de advogados.

Conforme o titular da Corregedoria da Polícia Civil (Cogepol), delegado Paulo Rogério Grillo, na quinta-feira um homem  – com uma série de antecedentes criminais relacionados ao tráfico de drogas – procurou a instituição para relatar que quatro policiais civis haviam invadido o apartamento dele, na zona Norte da Capital, sem mandado de busca, antes das 7h, à procura de drogas. Sem êxito, o grupo – formado pelo delegado, os dois agentes e o detetive – teria exigido R$ 60 mil para não prendê-lo. “Achamos estranho essa possível ação de suborno. E por se tratar de uma região distante da zona Sul da cidade, onde os policiais estão lotados, (o caso) mereceu nossa atenção”, explicou Grillo.

Na semana passada, um segundo encontro com os policiais foi marcado em frente ao Hospital Cristo Redentor. Quando o detetive foi supostamente buscar o dinheiro do suborno, foi preso em flagrante por estar portando uma pistola sem registro. Nessa terça, o chefe de investigação Luís Carlos Ceconelo de Almeida também foi detido na 3ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento, onde era lotado.

“Temos câmeras de segurança do prédio (onde mora o denunciante) no bairro Cristo Redentor, conversamos com parentes, porteiros. As evidências são claras”, revelou o corregedor Grillo. Os policiais foram afastados das funções em razão dos supostos crimes.

Segundo a Cogepol, o delegado Antônio Waldyr Martins Guimarães, apesar de negar a participação na tentativa de suborno, se apresentou à polícia e está detido junto com o investigador Almeida na sede do Grupo de Operações Especiais (Goe), no Palácio da Polícia. O detetive Fagundes foi encaminhado ao Presídio Central de Porto Alegre, já o volante Oliveira, que não se apresentou, é considerado foragido.

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