Nessa terça-feira, a companheira de Schuck, de 54 anos, que teria planejado o crime, foi presa após confessar a participação. Autuada por homicídio com três qualificadores – tortura, recurso que impossibilitou a defesa e promessa de recompensa – e roubo, a mulher foi encaminhada para a Penitenciária Feminina Madre Pelletier.
Segundo o delegado Rafael Liedtke, o casal teria sido surpreendido por dois homens que invadiram a residência. Ainda no local do crime, a polícia suspeitou do envolvimento da mulher, pois ela foi retirada do quarto, amarrada na cozinha e disse não ter ouvido nada. Ari Schuck foi amarrado no quarto, agredido e esfaqueado. Ela teria conseguido se soltar e chamado a polícia.
Apesar da vítima ser um homem forte, não havia vestígios de luta no local. Ele foi encontrado amarrado com uma corda no pescoço e um cinto na boca. Schuck teve um dedo arrancado e estava com sinais de facadas no pescoço, no queixo e na cabeça. A causa da morte deverá ser esclarecida pela perícia. De acordo com o delegado, foi solicitado um exame toxicológico completo para verificar se ele foi sedado.
Em depoimento, a mulher contou que foi a uma vila da região Metropolitana 15 dias antes do crime. Teria sido combinado que um homem entraria pela porta dos fundos da casa, que ficaria destrancada, e retiraria a arma do policial. Para tanto, o homem receberia R$ 250. No entanto, o contratado não quis o dinheiro e aceitaria apenas a arma como pagamento.
De acordo com o delegado, o casal teve um relacionamento estável de 2000 a 2008, quando houve uma separação conturbada. Naquele ano, o policial chegou a registrar quatro ocorrências contra a companheira.