Polícia

Primeira Delegacia de Pronto Atendimento da Mulher de Porto Alegre será inaugurada neste mês

Unidade no bairro Santana deve entrar em operação até o final de maio

Obras da nova Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento da Mulher (DPPA da Mulher), em Porto Alegre
Obras da nova Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento da Mulher (DPPA da Mulher), em Porto Alegre Foto : Alina Souza

A primeira Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA) da Mulher de Porto Alegre será inaugurada neste mês. A Polícia Civil não informa data, mas garante que o imóvel na rua Freitas e Castro, bairro Santana, será ativado em breve, após mais de um ano em reforma. O investimento ultrapassa R$ 2 milhões.

De acordo com o chefe de Polícia, delegado Heraldo Guerreiro, o local receberá o plantão da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que atualmente opera no Palácio da Polícia, somando seis plantonistas no turno da noite e outros sete durante o dia.

"Vamos oferecer ao público uma unidade mais ampla e moderna, com cartórios, acolhimento e escuta especializada. É um projeto que vai garantir total segurança às vítimas”, enfatiza o chefe de Polícia.

O diretor do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), delegado Juliano Ferreira adiciona que a nova estrutura impedirá contatos entre agressor e vítima. “Não tenho dúvidas que as mulheres terão suporte integral. Além da polícia judiciária, haverá serviços de assistência social e Defensoria Pública, com suporte psicológico adequado. Somado a isso, agressor e vítima vão ficar totalmente isolados um do outro, que é algo fundamental.”

A Cootravipa, que havia atuado na limpeza, capina e roçada para preparar o espaço antes do início das obras, retornou para realizar uma nova etapa da ação, necessária antes da entrada dos móveis e da organização interna da estrutura. Depois da instalação do mobiliário e da finalização dos ajustes internos, ainda fará a limpeza final.

O trabalho inclui higienização dos ambientes e preparação dos espaços para receber servidores, equipamentos e o público atendido pela unidade. “Participar de um projeto como esse é também contribuir para que um espaço sem uso passe a acolher mulheres em situação de vulnerabilidade. A cooperativa acompanha diferentes etapas dessa transformação e entende a importância social dessa entrega”, afirma a presidente da Cootravipa, Imanjara Marques de Paula.

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