Polícia

Principal suspeito de ordenar morte de Dilonei Melara volta ao RS

Paulo Márcio Duarte da Silva, o Maradona, será julgado por morte de menina de quatro anos

Paulo Márcio Duarte da Silva, o Maradona, chegou no final desta tarde à Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC) para participar de uma audiência. Entre outros crimes, o apenado é um dos suspeitos de ter ordenado a morte do assaltante Dilonei Francisco Melara, ocorrida em 2005.

Líder da facção “Os Manos”, Maradona será julgado nesta quinta-feira no Fórum de São Leopoldo. O júri popular está marcado para começar às 8h30. Atualmente, ele cumpre pena na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. O criminoso dividirá o banco dos réus com Marcos Marcelo do Nascimento, que se encontra recolhido no Presídio Central.

Maradona é acusado pela promotoria por tentativa de homicídio duplamente qualificado contra um desafeto, e de homicídio duplamente qualificado por erro de execução. A dupla matou uma menina de quatro anos com um tiro na cabeça. O crime ocorreu em 17 de janeiro de 2004, no bairro Cohab/Feitoria, em São Leopoldo.

A menina Ethiane Caroline Cabral Duarte foi morta durante uma troca de tiros entre "Maradona" e seu parceiro com Fábio de Siqueira Pinto. A dupla estava trafegando num automóvel furtado. Para o Ministério Público, a tentativa de homicídio foi cometida por motivo torpe. Fábio, que levou tiros nas costas e em um dos braços, estava "jurado" por "Maradona" em conseqüência de uma briga acontecida quando ambos estavam na Febem. Os acusados estavam armados com pistolas e um dos disparos acertou a criança.

Caso Melara

Dilonei Melara foi encontrado morto, em janeiro de 2005, com cinco tiros no rosto, numa estrada de chão que liga os municípios gaúchos de Estância Velha e Ivoti. O bandido ficou nacionalmente conhecido por liderar o maior motim da história de Porto Alegre. No episódio, acontecido em julho de 1994, ele e parceiros de prisão tomaram 27 reféns, escaparam do Presídio Central de Porto Alegre e invadiram, em um táxi, o saguão do hotel Plaza São Rafael, no centro da cidade. O incidente causou a morte de cinco pessoas e um dos reféns ficou paraplégico.

A partir de então, o assaltante de bancos fugiu várias vezes da prisão, até ser executado à quiema-roupa. Maradona, acusado de chefiar uma quadrilha de traficantes de dentro da PASC, tornou-se o principal suspeito da morte de Melara, e foi indiciado pelo crime.