Bastante conhecido e com muita influência no meio, o traficante possui uma extensa ficha criminal - três condenações por tráfico, condenação por duplo homicídio e por tentativa de homicídio. Antes de sua prisão, a pena encerraria em 2029, tempo que deverá aumentar com o novo julgamento.
“Foi um desafio para a polícia da região. Estamos bastante satisfeitos com a investida, onde pudemos contar com o auxílio da Brigada Militar. O que queremos é passar o recado para os outros, pois a polícia está indo atrás de todos”, afirmou o titular da 1ª Delegacia de Polícia de Bento Gonçalves, Leônidas Augusto Costa Reis.
No momento da prisão, Dô portava uma arma de uso restrito, estava produzindo “barangas” de cocaína e tinha em seu poder uma boa quantidade de dinheiro – cerca de R$ 10 mil. Juntamente com o traficante, foi preso o “gerente” do grupo criminoso de Dô, que atuava na cidade na ausência do comandante. Outros familiares – esposa e genro do traficante – já haviam sido presos.
“Ele (o Dô) não ficava na cidade durante a semana, mas era o responsável pelo abastecimento e pela coordenação do ponto. Os demais trabalhavam para ele. O ponto nunca deixou de funcionar”, contou o delegado. “Sempre que se prende um traficante aparece outro para tomar o lugar devido ao grande número de usuários. O que não se pode deixar é que algum se fortaleça demais a ponto de enfrentar a polícia.”