Os pedidos de prisão preventiva do goleiro Bruno, do Flamengo, de sua esposa, Dayane Rodrigues do Carmo Souza, e do amigo do atleta, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, foram expedidos pela Justiça de Minas Gerais para evitar que provas sobre o caso sejam ocultadas. A informação foi passada pelo delegado Edson Moreira, um dos responsáveis pelas investigações do desaparecimento de Eliza Samudio, durante entrevista coletiva concedida na manhã desta quarta-feira.
“Decretamos a prisão preventiva do goleiro Bruno, da Dayane e do Macarrão, para garantir que mais provas não sumam ou sejam afastadas. É uma medida cautelar”, disse o delegado, sem especificar, entretanto, quais são as provas que desapareceram.
Conforme Edson Moreira, o depoimento do primo de Bruno, que disse ter desferido uma coronhada na cabeça de Eliza, é muito suspeito. “É claro que esse menor teve participação no caso, mas não do jeito que foi falado. O que me estranha é que justo quando eu faço contato com os advogados do Bruno, o menor aparece com essa versão”, disse o delegado, que garantiu ainda que Bruno é considerado foragido da justiça.
Mulher de Bruno é presa durante a madrugada
A mullher de Bruno, Dayane de Souza, foi presa pela Polícia Militar na madrugada desta quarta-feira. Ela estava com depoimento marcado para as 14h no Departamento de Investigações, em Belo Horizonte. A detenção é temporária e pode durar cinco dias, sendo renovável por mais cinco.
Macarrão deve se entregar em Minas Gerais
Luiz Henrique Romão, o Macarrão, estaria negociando sua rendição. Ele teve o pedido prisão temporária decretada na manhã desta quarta-feira, mas ainda não foi localizado. Conforme o advogado de Macarrão, Ércio Quaresma, ele estaria disposto a colaborar com as investigações e se entregar nas próximas horas. "Estamos estudando uma eventual apresentação dele (Macarrão) aqui em Minas Gerais"
Quaresma afirmou ainda desconhecer o paradeiro de Bruno. "Eu não sei onde o Bruno passou a noite, não sou advogado dele. Ele está no Rio de Janeiro, provavelmente na casa de algum amigo ou familiar", afirmou.
Sobre o polêmico depoimento do menor de 17 anos, que acarretou os pedidos de prisão, o advogado falou: "Quem produziu aquele depoimento estava sob efeito alucinógino ou purgativo. Esse menor disse que deu três golpes na cabeça dela, mas ela só tinha um ferimento. O corte teria sido tão profundo que ela chegaria sem sangue em Minas. Não tem lógica isso. Esse depoimento foi amador para danar".
Macarrão e Bruno são os únicos suspeitos que ainda não foram detidos. Já estão presos Dayane de Souza, mulher de Bruno; a mulher de Macarrão, Georgina; Elenilson Vitor Silva; Emerson Souza, mais conhecido como Coxinha; Flávio Caetano de Araújo, que é motorista de Bruno; e Cleyton Gonçalves.
Depoimento do primo de Bruno
O pedido de prisão foi feito após o depoimento de primo de 17 anos do jogador que confessou ter participado do desaparecimento de Eliza. A promotoria também deve pedir a apreensão do adolescente.
O parente do goleiro afirmou que Eliza morreu em decorrência de uma coronhada na cabeça, quando era levada do Rio ao sítio do jogador em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. A polícia foi à casa de Bruno após uma entrevista de um tio do adolescente a uma rádio. Segundo ele, o atleta teria mandado entregar o corpo de Eliza a traficantes e por este trabalho teria pago R$ 3 mil. Já a versão do adolescente eximiu Bruno de qualquer responsabilidade no crime.
Prisão preventiva de Bruno foi decretada para evitar sumiço de provas, diz delegado
Goleiro do Flamengo é considerado foragido da justiça