“Obtivemos êxito com a prisão de pessoas acusadas de homicídios. Com isso, seguramente nós teremos, a médio prazo, uma diminuição nos homicídios na Restinga”, disse, informando também que a polícia prosseguirá o trabalho nos bairros Rubem Berta e no Santa Tereza, que unidos à Restinga e à Lomba do Pinheiro, somam 37% dos assassinatos cometidos na Capital.
Essa fase inicial é de intervenção policial, segundo o secretário, e depois estão previstas ações de cidadania. “Vamos equipar a área da cultura, do lazer e da saúde. Agora é combate e repressão e depois de prevenção”, explicou. “Manteremos por 60 dias o ônibus móvel para que se consolide uma melhor segurança para a população”, acrescentou.
O programa de policiamento ostensivo na Restinga iniciou no dia 6. A ação, similar às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro, tem o nome de posto comunitário. Outros três bairros – Morro Santa Teresa, Lomba do Pinheiro e Rubem Berta –, também receberam uma unidade móvel, cada um, nesta terça.
O titular da 2ª Delegacia de Homicídios, Arthur Raldi, disse que a operação teve seis meses de investigação e levou à apreensão de cinco revólveres calibre 38, uma pistola 9mm, maconha, crack, dinheiro, munições e celulares. Os presos teriam envolvimento em assassinatos, tráfico e porte ilegal de arma. Participaram da ação 300 policiais civis em 100 viaturas. Eles cumpriram 60 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão.