Polícia

Professor é indiciado por assédio sexual, importunação sexual e estupro de vulnerável contra alunas em Canoas

Polícia Civil concluiu investigação iniciada após denúncias de estudantes, que relataram episódios que teriam ocorrido por mais de um ano

A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava um professor de uma instituição de ensino de Canoas por supostos crimes sexuais contra alunas adolescentes. Ao término da investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), o homem foi indiciado pelos crimes de assédio sexual, importunação sexual e estupro de vulnerável, este último em razão da idade de uma das vítimas.

O caso começou a ser apurado em março deste ano, após uma estudante acionar a Brigada Militar ainda dentro da escola. Conforme a investigação, a adolescente relatou que vinha sendo vítima de importunação sexual por parte do professor.

Segundo a Polícia Civil, quando a guarnição chegou à instituição de ensino, outras alunas também relataram episódios semelhantes. Os depoimentos indicaram que as condutas atribuídas ao professor vinham ocorrendo há mais de um ano.

De acordo com o delegado titular da DPCA de Canoas, Maurício Barison, foram ouvidas as vítimas identificadas, seus responsáveis e profissionais da escola. “Ainda como parte das diligências, requisitaram-se as imagens do circuito de videomonitoramento dos dias e horários em que os fatos teriam ocorrido, bem como as atas escolares relativas aos fatos”, explicou.

Conforme o inquérito, o professor teria se aproveitado da posição de autoridade para dirigir comentários de conotação sexual às estudantes, chamando as menores de lindas ao fixar o olhar em suas partes íntimas. A investigação aponta ainda que algumas alunas eram chamadas para apresentar trabalhos em locais reservados, fora da sala de aula, onde, segundo os relatos, ele praticava toques físicos intencionais em ombros, braços, cabelos, colo, cintura e regiões próximas aos seios, além de outros contatos.

As adolescentes foram encaminhadas ao Centro de Referência no Atendimento Infantojuvenil (CRAI), onde receberam atendimento especializado e prestaram depoimento por meio de escuta especializada.

Segundo a Polícia Civil, o conjunto de provas reunidas ao longo da investigação, especialmente os relatos das vítimas e as demais diligências realizadas, embasou o indiciamento do professor pelos crimes de assédio sexual, importunação sexual e estupro de vulnerável.

O inquérito foi remetido ao Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que vai analisar o caso e decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia.

Até o momento, não há informação sobre manifestação da defesa do investigado. O espaço permanece aberto para contraponto.

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