Segundo o titular da Delegacia Especializada de Furto, Roubos e Capturas (Defrec) de Santa Maria, delegado Sandro Mainerz, a mulher saiu da escola por volta das 15h30min, quando teria recebido o telefonema dos supostos sequestradores. A filha da professora mora em Rio Grande, no Sul do Estado.
A pedido dos golpistas, a vítima fez mais de um depósito em contas diferentes de ao menos quatro pessoas. O valor chega a R$ 5,7 mil. Forçada pela quadrilha, a professora ficou hospedada em um hotel de Santa Maria, para não fazer contato com ninguém. O carro dela foi encontrado estacionado próximo ao estabelecimento.
A professora chegou a ficar cerca de 19 horas no quarto de hotel, sem avisar a família. Em função do desaparecimento dela, os bandidos ainda fizeram contato com o marido da professora. Ao homem, os golpistas disseram que mãe e filha haviam sido sequestradas e pediram R$ 60 mil para libertá-las. O marido chegou a ligar para a mulher, que precisou confirmar que era vítima do suposto cárcere privado.
Temendo ser descoberta, a vítima teria informado sobre o caso à camareira do hotel, por meio de um bilhete. A funcionária acionou a gerência que comunicou a Polícia Civil. “Depois de tantos anos desse golpe aplicado, ainda temos pessoas lesadas com frequência”, ponderou o delegado. “Quando receber ligações dessa natureza, procure a polícia ou a Brigada Militar (BM), não passe nenhuma informação por telefone”, alertou.
A estratégia do bando se dividiu em duas etapas para sugar ainda mais dinheiro da vítima. “O caso chamou um pouco mais a atenção pois num primeiro momento a coação se deu contra a professora que foi compelida a depositar mais de R$ 5 mil em contas bancárias. E depois que os bandidos viram que não havia mais como retirar dinheiro dela, fizeram contato com o esposo e pediram dinheiro para retirá-la daquela condição”, frisou o delegado da Defrec.
Apesar do susto, a mulher agora passa bem e está na companhia dos familiares. A Polícia Civil vai investigar as contas bancárias em que os depósitos foram feitos para tentar identificar a quadrilha que aplicou o golpe. A suspeita é de que as ligações sejam do Rio de Janeiro.
Com informações do repórter Renato Oliveira e Lucas Rivas