Uma professora foi indiciada nesta quarta-feira por lesão corporal e maus-tratos contra um menino de apenas um ano em São Leopoldo, no Vale do Sinos. De acordo com a Polícia Civil, a mulher tem 50 anos e teria deslocado o braço da criança com um puxão. O caso ocorreu no final de agosto, na Escola de Educação Infantil Estação da Criança, onde ela trabalhava.
Após o ocorrido, a Secretaria Municipal de Educação informou que a professora foi demitida da creche, que é uma instituição privada, mas conveniada com a prefeitura. Também disse que ofereceu suporte pedagógico e acolhimento psicossocial à vítima. Além disso, a direção da escola divulgou uma nota em que repudiou o episódio.
Os primeiros a desconfiar da agressão foram os pais do menino. No dia 20 de agosto, eles buscaram o filho no local e disseram que a criança chorava bastante e que dava evidências de sentir dor. Uma avaliação médica especializada indicou que o pequeno sofreu deslocamento no antebraço direito. O laudo do Instituto-Geral de Perícias (IGP) também confirmou o diagnóstico.
Conforme o delegado André Serrão, interino na 1ª DP de São Leopoldo, disse que a investigação revelou um padrão de conduta inadequada e agressiva da professora, de 50 anos, que até então não tinha antecedentes. Além disso, destacou que, após o caso vir à tona, ainda mais registros de ocorrência foram realizados por pais de outros alunos contra a docente. Todas as vítimas têm menos de dois anos.
"Os pais revelaram que as crianças apresentavam significativas mudanças de comportamento, tornando-se mais agressivas, chorosas, e reagindo negativamente a repreensões em casa. Alguns menores chegaram a demonstrar medo da professora”, pontuou André Serrão.
Serrão acrescentou que a diretora da creche forneceu imagens do sistema interno de monitoramento. “Um relatório de análise de vídeos demonstra claramente a conduta inapropriada da professora. Os registros mostram a mulher empurrando, puxando e jogando as crianças no chão, com uso de força excessiva", afirmou o delegado.
A professora foi chamada para prestar depoimento, mas ficou em silêncio durante a oitiva. Ela responde em liberdade. O inquérito do caso já está com o Ministério Público, que ainda decidirá se vai apresentar ou não uma denuncia à Justiça.